Aumento do número de vagas para táxis divide opinião de profissionais


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Carros legalizados são vistos parados à espera de clientes na rodoviária de Franca
Carros legalizados são vistos parados à espera de clientes na rodoviária de Franca
O projeto da Prefeitura aprovado, na última terça-feira, na Câmara Municipal e que ampliará para 252 o número de pontos para táxis em Franca dividiu profissionais da área. Quem já possui um ponto em seu nome defende que a cidade está saturada de veículos que oferecem o serviço. Eles ainda dizem que têm de dividir espaço com clandestinos. Do outro lado, aparece quem trabalha como empregado - alugando um carro - e está inscrito na lista de espera. Tal profissional almeja uma autorização legalizada para ter espaço próprio.
 
Pelo projeto, serão 40 novas vagas criadas, passando dos atuais 200 para 240 taxistas, além de mais 12 para portadores de necessidades especiais. Responsável pela regulamentação, o poder público municipal quer adequar Franca à proporção de um carro para cada 900 habitantes. A proposta prevê um aumento anual de 20% da frota até atingir este índice. Segundo os taxistas, hoje essa relação seria um carro para cada dois mil.
 
Segundo o taxista Durvalino Moreira, 65, dono de um ponto na Estação, a cidade não comporta esse número de táxis, pois o serviço tem pouca demanda. “Mesmo que coloquem em bairros afastados esses pontos novos, eles não ficam lá para vir disputar clientes nas proximidades do Centro com a gente”, afirmou.
 
Por outro lado, o taxista Alexandre Domiciano Carrijo, 38, é a favor de serem criadas novas concessões para que ele deixe de alugar um carro para trabalhar. “Para mim que sou empregado e tenho inscrição há 15 anos é bom, pois vou ter chance de ganhar um ponto. Está fraco de serviço, mas com mais táxis os clandestinos podem diminuir”, disse.
 
Para o taxista Ednaldo Lombardi, 41, que já possui ponto, a questão mais importante não é a criação de novas áreas, mas para quem essas autorizações serão dadas. “As concessões não podem ser (dadas) através dessa lista de espera. Ao meu ver, seria mais justo dar para quem que já é taxista como empregado e não possui ponto”, afirmou.
 
De acordo com o secretário de Segurança e Cidadania, Sérgio Buranelli, o projeto recebeu algumas emendas dos vereadores que serão passadas ao prefeito para aprovação. “Após sanção ou veto será publicada a lei e o próximo passo vai ser a notificação das primeiras 40 pessoas de uma lista de quase 400 nomes, mais as 12 vagas para deficientes. Sobre os locais dos pontos, faremos um levantamento para verificar onde há necessidade, um dos prováveis é o novo endereço do Fórum, na antiga Fábrica de Calçados Charm, na Av. Presidente Vargas”, disse.

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