Menino de 12 anos fere com faca irmão de 9 anos no Jardim Cambuí


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Agentes da DDM registraram caso envolvendo desavença entre irmãos do Jardim Cambuí
Agentes da DDM registraram caso envolvendo desavença entre irmãos do Jardim Cambuí
“Eles são como cão e gato.” As palavras são de uma mulher, doméstica de 38 anos, separada, ao definir o comportamento dos filhos de 9 e 12 anos. Eles se envolveram em uma grande confusão, na manhã de ontem, que acabou resultando em ferimentos em ambos. O mais velho foi atingido por uma paulada na cabeça. O outro, ferido com faca. A agressão mútua ocorreu em uma humilde residência no Jardim Cambuí, Zona Norte da cidade. Os irmãos teriam brigado por causa de um pedaço de pão.
 
A polícia tomou conhecimento dos fatos após vizinhos ligarem ao telefone 190 da Polícia Militar informando sobre violenta discussão entre os dois irmãos. A guarnição designada para atender a ocorrência chegou na casa e se deparou com os dois “batendo boca”. Os policiais notaram que o menino de 12 anos tinha um “galo” na cabeça. O outro, de 9, estava com o rosto “riscado” e tinha sangue na mão direita. A mãe chegou praticamente junto com a viatura da polícia.
 
Os envolvidos alegaram que a briga foi motivada por causa de um pedaço da pão. No auge da discussão, a criança de 9 anos deu uma paulada no irmão de 12. O mais velho estava com um faca de mesa nas mãos e revidou, “riscando” a face do outro e provocando um pequeno corte em um dos dedos da mão dele.
 
A criança de 9 anos foi levada pela mãe ao Pronto Socorro Infantil, onde recebeu um ponto cirúrgico no dedo cortado. O outro recusou atendimento médico. As partes foram apresentadas na DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) de Franca.
 
Em seu depoimento, a mãe dos meninos afirmou que o filho mais velho está envolvido com drogas e tem comportamento agressivo. O mais novo também foi descrito como extremamente agressivo. Ainda de acordo com o relato dela ao delegado Alan Bazalha Lopes, discussões e brigas entre os filhos são constantes. Antes de deixar a DDM, a doméstica foi orientada a levar os filhos para fazerem exames de corpo de delito no IML (Instituto Médico Legal).
 
“Não há nada que possamos fazer neste momento. Como envolve criança, para que possamos comunicar o Juizado da Infância e Juventude, será necessário que a mãe represente contra o filho de 12 anos”, disse o delegado Lopes. A mulher será intimada para informar se tem ou não interesse na representação e na sequência do caso.

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