Algumas brincadeiras das crianças brasileiras


| Tempo de leitura: 3 min
Não são apenas joguinhos eletrônicos que deixam as crianças envolvidas;  brincadeiras que foram inventadas há seculos ainda divertem meninos e meninas
Não são apenas joguinhos eletrônicos que deixam as crianças envolvidas; brincadeiras que foram inventadas há seculos ainda divertem meninos e meninas
Existem brincadeiras e brinquedos que hoje conhecemos por passar de geração em geração. Possuem várias origens e participaram de várias etapas do desenvolvimento do país. Eles nos foram legados pelos índios, os primeiros moradores de nossa pátria; pelos portugueses que os trouxeram da Europa durante os séculos de colonização; pelos africanos escravizados que aqui chegaram enganados de várias regiões da África; pelos diversos tipos de imigrantes que vieram tentar a vida no Brasil a desde o século XVIII. Hoje, essas brincadeiras fazem parte da cultura do nosso povo, de nosso folclore. Elas devem ser incluídas no lazer das crianças, pois revelam parte da nossa nacionalidade e são muito legais.
 
PETECA
Os índios que viviam no Brasil antes do período do descobrimento, utilizavam para se divertirem uma trouxa feita com folhas e cheia de pedras que eram amarradas numa espiga de milho. Brincavam de jogar esta trouxa de um lado para outro. Chamavam-na de pe’teka, que em tupi significa bater. Até hoje brincamos de peteca, que agora é feita com material sintético e mais leve que na sua origem.
 
CIRANDA
A ciranda, que é a dança mais famosa do Brasil, foi trazida de Portugal como diversão adulta, mas logo sofreu transformações e passou a alegrar as brincadeiras infantis. É bastante utilizada ainda hoje em escolas, parques e espaços que prezam as brincadeiras antigas, passando-as às novas gerações, mostrando sua importância folclórica e cultural. Há muitas cantigas para cirandar. A mais conhecida diz assim: “Ciranda, cirandinha/ Vamos todos cirandar/ Vamos dar a meia volta/ Volta e meia vamos dar// O anel que tu me deste/ Era vidro e se quebrou/ O amor que tu me tinhas/ Era doce  e  se acabou”
 
AMARELINHA
De origem francesa, a amarelinha chegou ao Brasil no século XVIII e rapidamente se tornou popular. A brincadeira consiste em um desenho formado por blocos numerados de 1 a 9, com semicírculos nas extremidades. Numa das extremidades escreve-se a palavra Céu. Na outra, Inferno. Cada jogador atira uma pedrinha que cai em qualquer dos blocos e deve pular as casas marcadas a giz ou caco de telha no chão, sem pisar no risco, para atingirem o céu.
 
BUGALHO 
Aquela trouxinha de pano, cheia de pedrinhas ou de grãos de milho ou feijão, que jogamos para o alto e apanhamos antes que escape para o chão, já era conhecida do homem que vivia nas cavernas. Foram encontrados por antropólogos registros desenhados deste lazer. Naquele tempo pré-histórico não havia grãos nem tecidos. As crianças e mesmo adultos deste período brincavam com pedaços de ossos que jogavam para cima e rapidamente apanhavam com as mãos. Perde quem deixar o bugalho cair. Os africanos trouxeram esta brincadeira ao Brasil e até hoje ela é muito apreciada pelas crianças que costumam costurar arroz, feijão ou pedrinhas dentro de saquinhos de pano.  
 
PIPA
Cerca de 1mil anos antes de Cristo a pipa era utilizada como forma de sinalização. Mas ao chegar ao Brasil, trazida pelos portugueses, a pipa se tornou somente uma forma de diversão. Ela voa através da força dos ventos e é controlada por uma corda que permite ao condutor deixá-la cada vez mais alta ou mais baixa. O bonito da pipa é seu voo alto e também as suas cores vivas que variam segundo o gosto de cada criança que a constrói com vareta, papel de seda e muita imaginação. Mas atenção: toda pipa deve ser empinada longe de fios de eletricidade!

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários