O bate-boca com um taxista por causa do projeto da Prefeitura que amplia o número de pontos para táxi em Franca levou à suspensão da sessão de ontem. Com ânimos acirrados, o presidente da Câmara, Jépy Pereira (PSDB), pediu a intervenção da Guarda Civil e da Polícia Militar.
Pelo projeto, a prefeitura reestrutura todo o sistema de concessões de pontos de táxi na cidade, aumentando em 252 o número de autorizações para este ano, sendo 12 para portadores de deficiência.
Os taxistas acusaram a Câmara e a Prefeitura de não ouvirem a classe e que o aumento do número de vagas acabará depreciando o serviço, além de servir para regularizar táxis clandestinos que hoje trafegam na cidade.
Depois de usar a tribuna, o taxista Anísio Andrade protestou com veemência contra o projeto, que acabou aprovado por 14 votos. Para ele, a decisão não foi democrática, pois apenas três taxistas regularizados estavam na sessão, contra pelo menos 30 clandestinos. “Não foi democrático. Estamos em três aqui e tem vereador olhando com cara de deboche”, disse Andrade bastante nervoso. A discussão foi encerrada com a chegada de equipes da Guarda Civil e da Polícia Militar.
Do outro lado, aqueles que aguardavam a aprovação e o consequente aumento no número de vagas, acusam os que possuem suas concessões de a usarem como comércio, muitas vezes sequer atuando como taxistas. Em média, um ponto bem localizado, no Centro ou no Terminal Rodoviário, pode chegar a custar R$ 150 mil.
Segundo Reinaldo dos Santos Pereira, que também usou a tribuna, o projeto beneficia pessoas que há 18 anos esperam obter ponto e trabalhar.
A sessão prosseguiu com a aprovação de outros projetos, entre eles o que dá direito à Prefeitura de remanejar recursos da educação básica, no total de R$ 2,7 milhões, para equilibrar o caixa, ou o que cede ao Clube Hípico de Franca uma área de, aproximadamente, 48 mil metros quadrados pelos próximos 25 anos.
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