Cresce menos o número de novas empresas


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Deyvid Silveira, da Secretaria Municipal de Desenvolvimento, notou alterações na economia de Franca com expansão e redução de empresas
Deyvid Silveira, da Secretaria Municipal de Desenvolvimento, notou alterações na economia de Franca com expansão e redução de empresas
A diminuição da capacidade de compra e o crescente número de demissões do setor calçadista, aliados a outros fatores negativos da economia, refletem diretamente na criação de novas empresas em Franca. Um estudo realizado pelo IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação) mostra retração de 15,6% na quantidade de novas empresas na cidade no primeiro semestre de 2014 em relação ao mesmo período do ano passado. De acordo com os dados, 613 empresas se instalaram em Franca até junho de 2013, sendo que no mesmo período deste ano este número foi de 517; 96 aberturas de empresas a menos.
 
Franca acompanha o cenário do país e do Estado, que também apresentaram retração de acordo com o estudo realizado pelo instituto. No primeiro semestre de 2014 foram abertas 240.282 novas empresas no Brasil, representando uma queda de 13,1% em comparação a igual período de 2013, quando foram abertos 276.375 novos empreendimentos. O Estado de São Paulo apresentou declínio de 6% em relação ao ano anterior. (Confira quadro ao lado).
 
O levantamento do IBPT não contabiliza como novas empresas os microempreendedores individuais (MEIs). É possível que esta observação explique o motivo do estudo ir na contramão das estatísticas específicas do município. De acordo com o diretor de Indústria, Comércio e Serviço da Secretaria Municipal de Desenvolvimento, Deyvid Silveira, muitos empresários têm optado em abrir seus empreendimentos como MEI para posteriormente alterarem o formato.
 
“Temos números gerais que nos mostraram até uma evolução em 2014 no número de empresas totais, mas estes números incluem também os microempreendedores individuais. Percebemos que agora, com a versão do MEI, muitos empresários preferem abrir inicialmente neste formato, que tem um custo reduzido, para depois transferir a empresa, no segundo ou terceiro ano, para versão ME (microempresa) convencional”, disse ele. 
 
Setor calçadista
Como consequência da crise calçadista diversas fábricas de Franca fecharam as portas e, possivelmente, novos empreendimentos do ramo não devem se instalar na cidade em breve. Este cenário deve prejudicar ainda mais o setor industrial que, de acordo com o estudo do IBPT, já não se apresentou bem no primeiro semestre de 2014.
 
A indústria foi o setor que teve maior impacto negativo, com queda de 20,3 % no número de estabelecimentos criados no período, em relação a 2013. O subsetor têxtil, couro, calçados e confecções também apresentou um dos maiores decréscimos, 31,3%, no número de novas empresas abertas entre 2013 e 2014.
 
“Em agosto e no início de setembro houve encerramentos e alterações de empresa. (...) Percebemos que a economia local está passando por alterações. Temos setores em crescimento, expansão, novas empresas vindo para Franca, mas tem outras, algumas específicas de calçado, que reduziram. Esperamos que esta redução não se consolide em função da etapa do ano que nós estamos entrando, que são meses de grande volume de vendas”, disse Deyvid Silveira.
 

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