Delfinópolis decreta estado de emergência


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Imagem de arquivo mostra balsa na cidade que funciona na represa baixada por Furnas
Imagem de arquivo mostra balsa na cidade que funciona na represa baixada por Furnas
Depois de decretar estado de emergência no início de seu mandato, em 2013, o prefeito de Delfinópolis (MG), Pedro Paulo Pinto (PMDB), voltou a adotar o decisão ontem, 8 de setembro. O motivo é novamente o mesmo, desta vez alicerçado na baixa arrecadação. 
 
De acordo com Pedro Paulo, no ano passado, foi herdada uma dívida de R$ 2,5 milhões do governo anterior, motivo do decreto de janeiro do ano passado. Ainda faltam ser pagos R$ 890 mil. “O motivo do decreto atual não é mais a dívida herdada da administração anterior, mas sim a queda da arrecadação municipal. A receita mensal do último mês foi R$ 1,6 milhão quando a arrecadação normal seria ficar acima dos dois milhões. A queda começou nos últimos três meses. O orçamento é de 36 milhões e dividindo entre os 12 meses daria algo próximo a 3 milhões/mês“, afirma. 
 
Uma das principais causas da diminuição da arrecadação, segundo Pedro Paulo, foi a queda na compensação financeira pelos uso de recursos hídricos devido à baixa da represa. Ele cita também a queda do FPM (Fundo de Participação dos Municípios), do comércio e de negócios. “Estou passando uma grande dificuldade na minha administração, estou atrasando o pagamento de funcionários públicos, de fornecedores e profissionais da saúde“, afirmou. 
 
Após o decreto, haverá 120 dias para planejar ações que restabeleçam o equilíbrio financeiro. Uma das ações será fazer cortes em serviços que não são essenciais dentro da Prefeitura como transporte e telefonia. Segundo o prefeito, já houve demissões de funcionários com objetivo de cortar gastos. “A saúde é o mais importante. Vamos manter o transporte entre cidades. Assim, mantemos a ida de pacientes para hemodiálise e tratamentos em hospitais especializado”. O prefeito pede a compreensão da população e espera que nesse prazo as finanças do município sejam normalizadas.
 
Represa
O baixo nível da represa Mascarenhas de Moraes afeta o turismo assim como a geração de empregos no setor agrícola e de piscicultura. Furnas iniciou um rebaixamento da represa devido à estiagem para que ao final do processo a usina recupere sua capacidade. Em maio, Delfinópolis e outras cidades conseguiram uma liminar na Justiça Federal de Minas Gerais proibindo que o nível da represa fosse reduzido. Posteriormente, a decisão foi revogada.

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