O garoto Vrajamany Rocha, que teve o braço arrancado por um tigre, retornou à escola. A família busca apoio para uma prótese estética, para repor parte do membro perdido.
A mãe de Vrajamany, Mônica Fernandes Santos, de 37 anos, contou que o filho vem sofrendo da chamada “dor fantasma” - efeito colateral psicológico resultante da perda de um membro –, mas que está tendo apoio da família e de amigos, além de acompanhamento psicológico.
Mônica disse que o filho deve iniciar tratamento na Rede de Reabilitação Lucy Montoro do Hospital das Clínicas. Além disso serão feitos testes para futura confecção e implantação de uma prótese estética. “Esta prótese é necessária para fazer o balanceamento do corpo, que ficou assimétrico após a amputação do braço”, explicou a mãe.
A volta de Vrajamany à escola tem sido positiva segundo Mônica. “Foi bastante emocionante porque, mais cedo, antes de ele chegar, alunos de várias classes deixaram recados de boas-vindas para ele. Os colegas se ofereceram para ajudar e não ficaram fazendo perguntas nem o provocando
sobre o que aconteceu”. Ela também contou que as colegas de sala do filho brigam entre si para ver quem vai ajudar o garoto nas lições.
Blog e contato com a sociedade
Mônica criou um blog para compartilhar as experiências que o tratamento do filho lhe proporciona. São, em média, 500 internautas por dia que entram em contato com a família. “Deram a sugestão de criar o blog para pedir doações, mas não achei isso legal, não. Mas como muita gente vinha
me perguntar como ele estava, sobre a recuperação dele, achei que seria uma maneira direta e informal para falar sobre isso", explicou Mônica.
Entretanto, o alto número de acessos tem dificultado a interação com os internautas. "Em uma semana, foi um número absurdo de contatos, e estou sem tempo para responder aos e-mails das pessoas. Ainda mais agora, que estou tendo de me dedicar ao meu filho. Mas estamos recebendo sugestões, inclusive sobre essa 'dor fantasma'”, contou.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.