Delegada Graciela promete trabalhar pelo povo


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A candidata a deputada federal pelo PP, Delegada Graciela, em sabatina no GCN. Ela disse que, se eleita, vai trabalhar pela segurança, educação e saúde
A candidata a deputada federal pelo PP, Delegada Graciela, em sabatina no GCN. Ela disse que, se eleita, vai trabalhar pela segurança, educação e saúde
Delegada Graciela (PP) participou na última quinta da sabatina com os candidatos a deputado federal por Franca. Com respostas longas e fala pausada, a candidata escapou de temas polêmicos, como sua proximidade com o presidente de seu partido e também candidato a deputado federal Paulo Maluf, que teve seu registro impugnado pela Justiça Eleitoral. Também evitou criticar seu colega de partido e ex-cabo eleitoral o vereador Miguel Laércio Mathias, Laercinho, que deixou de apoiá-la depois de sua derrota nas eleições passadas. Sobre suas propostas, não detalhou nenhuma delas. Disse que vai lutar por segurança, educação e saúde. Ao final, disse aos eleitores que não decepcionará.
 
 Por que a senhora quer ser a representante de Franca no Congresso Nacional?
Há quase 30 anos eu estou na Delegacia da Mulher de Franca, tratando diretamente de problemas da população. Tenho esse privilégio, graças a Deus. Ali, na delegacia, além de combater os crimes propriamente, tenho a oportunidade de ter esse contato mais próximo com as famílias. É ali que tomo conhecimento das necessidades que a nossa população vive. É ali que sei que não tem uma vaga em creche para a mãe deixar seu filho enquanto trabalha, da dificuldade de pagar um aluguel, da dificuldade das famílias que têm um filho usuário de drogas. A partir daí que eu resolvi participar da vida política ativamente. Me candidatei à vereadora pela primeira vez e tive mais de 1.600 na minha primeira eleição. Depois foi uma progressão na minha votação. Na terceira eleição tive mais de cinco mil votos. Agradeço imensamente essa confiança que a população teve em mim. Assim, querendo participar da vida política, resolvi participar das eleições em 2010 para deputada federal e tive mais de 62 mil votos. Resolvi me candidatar nas eleições à Prefeitura e tive 70 mil votos.Não posso deixar esses 70 mil eleitores sem a minha participação. Esse povo que confiou no meu trabalho e espera a minha participação na vida política. Por isso sou candidata a deputada federal. Quero trabalhar pela segurança, pela saúde, pela educação. Podem confiar porque estou disposta a doar a minha vida e o meu trabalho em prol dessa população de Franca que eu amo imensamente. 
 
A principal figura política do seu partido é o deputado federal por São Paulo, Paulo Maluf. Ele foi considerado ficha suja em 2010 e teve sua candidatura impugnada neste ano. A senhora não se sente incomodada de estar em um partido em que a principal figura é um político com esse currículo? E, para que o eleitor saiba, qual é a sua relação com Paulo Maluf?
Quero dizer que não tenho que estar preocupada com os outros candidatos, a vida, as apurações e a vida do Maluf, acho que ele que tem que responder e cuidar. Tenho que estar preocupada com a minha candidatura. Sei falar de mim. Sei falar que sou uma pessoa honesta, tenho compromisso com essa cidade, uma ficha limpa, sou leal ao meu público. Agora, a relação que tenho com qualquer pessoa é uma relação de respeito, que eu devo ter com qualquer ser humano.
  
Ainda nas eleições de 2012, o vereador e agora candidato a deputado estadual do seu partido, Miguel Laércio Mathias,o Laercinho, foi seu principal cabo eleitoral, mas na publicidade da sua campanha nessa eleições ele ficou de fora. A senhora faz dobradinha com o Carlão, de Igarapava. Qual o motivo?
O Laercinho viabilizou a candidatura dele através do diretório estadual, foi uma a iniciativa dele. Eu estou fazendo uma campanha modesta, tranquila, estou em busca de votos, aí atrás da população, aí não tem como eu ficar me preocupando com a candidatura do Laercinho. Ele tem um projeto e eu tenho outro. Mas posso dizer que o Laercinho terá, se precisar, todo o apoio e todo o carinho da presidente do partido. Mas eu preciso cuidar da minha campanha e ele cuidar da dele.
 
Ainda sobre o Laercinho, assim que a senhora foi derrotada nas urnas ele resolveu partir para a base de apoio do prefeito Alexandre Ferreira, que foi seu opositor. Como a senhora vê, como presidente do partido e como candidata, esse posicionamento do Laercinho?
Acho que o que um candidato, um político, não pode ter na vida é incoerência. Fui uma vereadora que batia o pé e falava “sou uma vereadora independente”. Voto naquilo que acho que é correto. Quando me filiei ao PP, que era comandado pelo ex-prefeito, foi uma condição de que eu teria liberdade e a minha independência, então, não adianta eu pregar uma coisa, agir dessa forma e depois eu dançar conforme a música. Dou total liberdade para que os candidatos do meu partido, os vereadores do meu partido tenham suas atitudes, mas respondam pelos seus atos perante o povo. Não posso direcionar, talvez por uma rivalidade política ou por algum problema pessoal meu, e tirar a liberdade dos nossos vereadores de estar assumindo seus atos e, principalmente, respondendo por eles.
 
Quando vereadora a senhora disse que achava a Câmara frouxa. Continua com a mesma opinião?
Naquela ocasião eu era vereadora, participava ativamente da vida da Câmara, então afirmei que a Câmara era frouxa e era mesmo, falo com toda a propriedade. Mas agora, veja bem, depois que me candidatei, saí, estou há dois anos na Delegacia da Defesa da Mulher, me afastei, não participo ativamente da vida da Câmara. Não tenho como falar da Câmara, nem julgar porque não estou ali no dia-a-dia. Gosto de falar as coisas quando tenho propriedade. Agora, quem vai julgar se a Câmara é frouxa ou não é, é o povo.
 
 A criminalidade juvenil cresce a cada ano, muitas são as discussões para mudanças no ECA, uma delas é um aumento da pena dada aos menores infratores, de três para oito anos, no caso de crimes hediondos. O que e a senhora pensa a respeito disso?
Acho que algumas situações pontuais têm de ser tomadas, porque tem muitos jovens cometendo crimes bárbaros e sendo usados para praticarem crimes bárbaros. Tem que fortalecer essa punição. Mas também tem que se trabalhar eficazmente a questão da prevenção, que é investir na saúde, na educação, nas moradias, resolver os problemas sociais, trabalhar na estrutura da família.
  
 A senhora é profissional da segurança pública. Caso eleita qual será o seu projeto para melhorar essa situação?
Temos que fazer algumas coisas pontuais, de trazer mais monitoramento para nossa cidade, para que isso possa servir para o fortalecimento dessa prevenção e solução de crimes. Vou também, dentro de minhas atribuições como deputada federal, se eleita, combater o que está havendo aí nas nossas fronteiras, porque é de lá que vêm as drogas e atingem os nossos lares, não só aqui em Franca, mas nos lares brasileiros.
  
 Um dos projetos da senhora é a construção da casa da mulher vitimizada. A senhora foi vereadora por 12 anos, não conseguiu tirar do papel essa ideia, apesar de ter tentado bastante. Por que a senhora acha que em Brasília isso será possível, já que lá a concorrência por recursos é muito mais ferrenha?
Você sabe que eu estou chegando à conclusão que a gente tem que plantar as sementes, tentar conscientizar, porque para a gente conscientizar das necessidades de um apoio à mulher vítima de violência que é necessária essa casa-abrigo, você vê o tempo que levou. Mas eu tive uma notícia, parece que Franca vai implantar agora a Casa da Mulher Vitimizada. Então, o que eu sinto? Me sinto feliz, porque valeu a nossa briga, as nossas pontuações, não só na Câmara, mas na imprensa também, que sempre falou no assunto, que sempre falou da necessidade e eu acho que as coisas têm que acontecer mesmo. Hoje eu não sou vereadora, mas tem que acontecer, seja muito tempo depois, mas é plantar, temos que plantar a semente. Se a gente trabalhar a família, der apoio, o respaldo necessário, trazer as creches que as mulheres precisam deixar seus filhos, que é o que eu vou fazer como deputada federal, fazer mais creches, para dar esse suporte para as crianças, para que amanhã não tenhamos que fazer presídios.
  
 Por que Franca não tem uma Polícia Federal hoje?
 Por falta de empenho político e nós vamos ter esse empenho, usar essa força que nós sempre tivemos. Não sou de falar muito, não, eu sou de agir, tá certo? E vou buscar melhorias que a nossa cidade e a nossa região precisam.
 
 A senhora acredita que o deputado federal que representa Franca hoje em Brasília não representou a cidade de uma maneira correta para trazer essa Polícia Federal? Faltou empenho?
Não vou ficar aqui fazendo os julgamentos, não. Acho que está no momento correto do povo fazer essa avaliação que você está me perguntando. Porque cabe ao povo, agora, dizer se os nossos representantes foram ou não representantes certos para a nossa região. E se não foram, vamos buscar os que estão se apresentando... tem vários candidatos. Vamos votar, vamos olhar o histórico da pessoa, a história da pessoa, o que os candidatos estão propondo, se esse não está bom, troquem, mas não deixem de votar, porque senão, não adianta reclamar.
 
 Ainda na área de segurança muito tem se discutido sobre a união das polícias Civil e Militar. Qual Como a senhora, que é delegada há quase três décadas, vê essa união?
Defendo que as polícias devem trabalhar de uma forma conjunta. A gente faz isso aqui em Franca, a gente consegue fazer isso pontualmente, em alguns casos, outros não, mas acho que se a polícia, não sei se seria a desmilitarização, unificação, enfim, defendo que tem que ter uma ação conjunta, preparada, organizada entre as duas polícias para evitar essa série de problemas que nós temos e isso seria muito mais positivo e muito mais ágil e daria a resposta melhor para a nossa sociedade.
 
Em maio o Congresso Nacional iniciou uma discussão sobre a discriminalização da maconha. A senhora afirma ser contra, por quê?
Sou e afirmo novamente: sou contra . Não acho que esse é o caminho. Você liberar a droga, deixar que elas entrem livremente nos lares, nos nossos jovens, mas nunca, não sou a favor. Acho que o que tem que ter é uma ação mais forte, mais firme, no combate ao tráfico e no apoio a esses que são dependentes, trazendo pra cá os programas necessários de apoio, as conscientizações para a prevenção, jamais liberar a droga.
 
Por contas dos ataques violentos ocorridos contra gays, principalmente em São Paulo, muito tem se discutido sobre a eventual criação de uma lei que torne crime esses ataques, que torne crime a homofobia. O que a senhora pensa a respeito?
Temos leis que dão embasamento para punir esse tipo de discriminação. Claro, não podemos permitir isso, mas volto a dizer que já existem leis que podemos utilizar para combater isso, para penalizar. Mas temos que respeitar as nossas individualidades, as nossas diferenças. Acho que ninguém tem o direito de fazer isso com ninguém.
 
 Ainda sobre homossexuais, existe uma proposta para uma lei específica de adoção de crianças por casais de homossexuais. Como a senhora vê essa questão?
Essa garantia já tem. Acho que leis têm demais, precisamos é aplicar. Agora, todo cidadão tem direito. A pessoa solteira, o homem, a mulher, os homossexuais, qualquer um pode e tem o direito. Isso aí já é previsto na nossa legislação, isso aí já é regulamentado, já é direito.
 
 Desde as manifestações do ano passado muito tem se falado sobre o transporte público. Em 2012, na campanha para a prefeitura de Franca, a senhora criticou a tarifa praticada em Franca, quais as suas propostas para aliviar os gastos com o transporte público?
Isso aí foi na campanha de prefeito, não seria a questão, hoje sou candidata a deputada federal. Defendo que todos os brasileiros tenham condições dignas de vida, tanto no transporte, na saúde, na educação, em todos os setores. E o que eu, como deputada federal, puder colaborar para que amenize a vida dos nossos francanos, da nossa região, porque eu falo sempre que é Franca e região, porque nós somos um polo regional, Franca não pode se esquecer disso. Nós não podemos nos esquecer da nossa região e eu estarei lá com toda garra, com meu trabalho sério.
 
 A senhora defende a tarifa zero?
Eu defendo tarifas justas.
 
 Qual garantia a senhora dá ao eleitor de que não vai deixar Brasília para tentar a prefeitura em 2016?
Estou aqui como deputada federal e vou ganhar, vou trabalhar pelo nosso povo, pela nossa região, vou trazer as melhorias necessárias na saúde, inclusive, falando em saúde, que é um assunto que é um clamor geral do nosso povo, não só nacionalmente, mas aqui também na nossa região, em Franca, vou trabalhar para que consigamos trazer os mutirões de cirurgias eletivas, como deputada federal, que é a isso que eu estou me propondo, trazer um milhão e oitocentos mil reais mensalmente, lutar sobre isso, para que a gente ponha em funcionamento os 64 leitos que estão prontos na Santa Casa e não estão funcionando para atender a nossa Franca, trazer mais uma UPA para a região do Jardim Paulistano, Brasilândia, para que tenhamos em Franca quatro pronto Socorros, trazer as UPAs para a nossa região, ajudar não só a Santa Casa de Franca, não, mas as da nossa região, também trazendo e fortalecendo trabalhos de mais médicos, rever essa tabela do SUS e também a questão das consultas pagas pelo SUS por especialidade. Vocês sabem quanto o SUS paga por uma consulta por especialidade? R$10. Que médico vai querer trabalhar e fornecer uma consulta para receber dez reais? Então é para isso que eu quero ser deputada, a eleição para prefeita já passou e agora estou aqui me candidatando a deputada federal, e vou honrar o compromisso com nossa cidade e com nossa região, podem confiar.
 
(pergunta do internauta Henrique de Oliveira) O que a senhora acha da campanha Voto Nosso, da Acif, que prega o voto em candidatos de Franca, levando em consideração que a senhora fez uma dobradinha com Carlão, que é de Igarapava?
Este candidato é da nossa região, ele é de Igarapava. Acho essa campanha importante, porque o objetivo desta campanha é conscientizar e levar informação ao eleitor, isto é válido, agora, o Voto Nosso não se restringe somente a Franca, nós não temos como tirar ou isolar Franca da nossa região, porque veja bem, como podemos não ser receptivos a nossa região, sendo que os candidatos daqui estão indo até a nossa região, Igarapava, Buritizal, Cristais, Patrocínio, pedir os votos? Aí a gente se fecha à nossa região tem recebido nossos candidatos com tanto carinho? Não podemos tratar Franca como um curral eleitoral, você sabe por quê? Este é o famoso voto distrital que todos os candidatos estão defendendo, o voto distrital é aquele que você se elege com a sua cidade e a região, então, veja bem, a nossa cidade e a nossa região abrem os braços para receber os nossos candidatos que também dependem dos votos da nossa região, aí nós nos fechamos? Acho que os votos não podem ser impostos, eles devem ser cativados, temos que conquistá-los com carinho, dedicação, colocando as nossas propostas, então, entendo o seguinte, Franca é um polo regional e precisa estar aberta a nossa região. 
  
 Qual é a sua opinião sobre um projeto que propõe a descriminalização do aborto? E se fosse votado hoje, qual seria a posição da senhora?
Sou contra a legalização do aborto, porque acho que não podemos promover a matança. Acho o seguinte, que as leis que estão aí estão boas, acho que o que devemos fazer é atuar na prevenção, na conscientização, no apoio, eu faço isso. Só para te dar um exemplo pontual, na delegacia, às vezes, chegam mulheres e falam “ah, eu fui estuprada” e nós não sabemos se houve ou se não houve, ou seja, está ali em uma condição que ela não queria esse filho, está propícia a abortar, mas olha, com pequenas atitudes, acolher a pessoas, falar que tem caminhos, que não é isso, falar que tem outras maneiras de se resolver o problema. Sou a favor da vida, a gente não pode promover a matança e tenho certeza que se a gente implementar com muita força essas ações e darmos suporte, vamos conseguir evitar que matem as nossas crianças e que coloquem em risco a vida de nossas mulheres.

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