Política tóxica


| Tempo de leitura: 2 min
Gosto de assistir programas eleitorais. A ‘presidenta’ afirmou que quem é contra o pré-sal é contra o Brasil. É? Quanto custa o barril de petróleo extraído daí? Ninguém diz, mas, também,  ninguém pergunta. 
 
Outra anomalia está nas campanhas de São Paulo. Escolas estaduais adotam a progressão automática e os pais, ignorantes de teorias e pesquisas, só observam que os filhos vão passando de ano. Alguns políticos antipatriotas assumem a ignorância dos pais como verdade e fazem campanha contra esse sistema. Acontece que nenhum ‘achismo’ de pais fará deste país uma grande nação. É preciso avaliar os resultados do método e tomar decisão acertada. Para a sorte de São Paulo e Brasil, há estudos que avalizam. O pesquisador Naércio Menezes Filho (USP), avaliou o desempenho em português e matemática de estudantes na Prova Brasil. Mostrou que a diferença é pequena, mas a favor do Sistema de Ciclo, também chamada progressão continuada. A diferença é de 0,9% em matemática na 8ª série, e 4,4% para português na 4ª série. 
 
A vantagem do Sistema de Ciclos é manter o aluno na escola, apesar do baixo desempenho e da redução da média de notas por conta dos mais fracos que abandonariam. Nas redes públicas paulistas municipais e estadual, a taxa de abandono no ensino fundamental que era de 9,86%, em 1991, foi para 1,1%, em 2011. No Sistema Serial, quando se repete de ano pela terceira vez, o jovem avisa o pai que quer parar, e que quer trabalhar. Os pais, na pior decisão de suas vidas, aceitam a vontade dos filhos. Por pior que seja o aprendizado, o cidadão ganha salário proporcional à educação formal que tem Quanto mais anos de estudo, melhor o salário. E há outro estudo, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), feito sobre duas avaliações internacionais de desempenho. Comprova que os países com melhores notas adotam o Sistema de Ciclos. 
 
Mario Eugenio Saturno
Tecnologista do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais)

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários