A tão reivindicada duplicação da rodovia Cândido Portinari está mais perto de sair do papel. Ontem, o DER (Departamento de Estradas e Rodagem) anunciou os nomes das duas empresas que ficarão responsáveis pelas obras no trecho entre Franca e o trevo de acesso a Jeriquara. Com a publicação, a expectativa é que os 15 quilômetros da via comecem a receber máquinas e trabalhadores dentro de 20 dias.
Ao custo de R$ 110,3 milhões, a previsão é que a Cândido Portinari seja entregue pronto em até um ano.
De acordo com o DER, a homologação com a Construtora Misorelli Palmieri limitada e a Val Rocha Engenharia Limitada foi feita ontem. A primeira ficará responsável pelo trecho entre os quilômetros 406 e 413, denominado lote 1. A segunda duplicará os oito mil metros restantes do contrato, entre os quilômetros 413 e 421.
O governo não ofereceu maiores detalhes sobre as melhorias e adequações que serão realizadas junto com a duplicação, mas sabe-se que uma ciclovia será construída em ambos os lados da rodovia ao longo de todo o trecho.
Ao mesmo tempo, entre Jeriquara e Rifaina, estão sendo promovidas obras para construção da terceira faixa e pavimentação do acostamento. Com quase 35 quilômetros de extensão, o investimento neste pedaço da rodovia pode chegar a R$ 60 milhões. Com a conclusão desta etapa e o fim da duplicação, em setembro do ano que vem, o Governo afirma que terá concluído as obras na Cândido Portinari.
O trecho entre Rifaina e Franca, com pista simples, concentrou 65% dos acidentes com morte ocorridos em 2011 na rodovia, considerando toda sua extensão, que é de 146 quilômetros.
Naquele ano, 15 das 23 mortes ocorridas na Cândido Portinari, ocorreram entre Franca e Rifaina, onde circulam perto de nove mil veículos, segundo estimativas do DER, fração da rodovia que não apresenta praticamente nenhum ponto de ultrapassagem segura até Cristais Paulista.
A pressão de usuários e prefeitos da região pela duplicação da rodovia tomou corpo após o trágico acidente, em 2008, quando cinco pessoas morreram naquela que ficou conhecida como a “curva da morte”.
Apesar de anunciadas diversas vezes, as obras desde então contemplaram apenas a adequação da pista entre Rifaina e Pedregulho, que ganhou uma variante para diminuir os riscos de acidentes no local.
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