Após um ano, Centro Pop segue alvo de queixas


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Local nas proximidades do Centro Pop é visto todo sujo, situação é atribuída a usuários do programa mantido pela Prefeitura
Local nas proximidades do Centro Pop é visto todo sujo, situação é atribuída a usuários do programa mantido pela Prefeitura
O Centro Pop (Centro Especializado para População em Situação de Rua), instalado pela Prefeitura de Franca na avenida Hélio Palermo, completa um ano de funcionamento nesta segunda-feira. Por este mesmo período, moradores e comerciantes da região sofrem com os problemas causados pelos usuários do local tanto que, no início desta semana, um estabelecimento foi fechado. Seu proprietário foi ameaçado por um morador de rua que urinou e espalhou sujeira em seu estacionamento.
 
O local estava em funcionamento há quatro meses e desde o primeiro dia em que as portas foram abertas tornou rotina, segundo o proprietário do local, ter que lavar o estacionamento e a calçada diariamente. O motivo é que os locais estavam tomados por fezes, urina e sujeira deixada pelos usuários do Centro Pop que ali passaram a noite. Na última segunda-feira, a cena se repetiu no período da tarde e após uma discussão o comerciante foi ameaçado por um usuário. O episódio foi a gota d’água para dar fim ao funcionamento do local.
 
“Era por volta das 14h30 quando chegaram três usuários, sentaram e começaram a comer algumas pamonhas, mas como sempre jogando os restos no estacionamento do meu estabelecimento. Pouco tempo depois, um levantou e urinou do lado. Fui conversar, mas eles nem olharam. Aí peguei um balde de água e fui limpar. Começou uma discussão e eles ameaçaram dizendo que iam me matar a facada. Minha mãe ficou desesperada e disse que queria fechar”, disse o comerciante que pediu para não ser identificado com medo de represálias.
 
Com a interrupção do funcionamento antes do prazo previsto, o comerciante, que havia investido no local, teve diversos prejuízos. “Vou ter que renegociar a multa e ver como vou lidar com os outros prejuízos porque já fechei as portas. Minha mãe está desesperada com medo dele voltar e cumprir o que prometeu”, esclareceu.
 
Fim do sossego
Os comerciantes que possuem estabelecimentos na avenida Hélio Palermo há vários anos também perderam a paz e o sossego que tinham a partir do momento que o Centro Pop iniciou seu atendimento. Sandro Oliveira é proprietário de um comércio na região há dez anos e também viu seu estacionamento se tornar “ponto de apoio” dos usuários do Centro Pop. No local é possível encontrar fezes por todos os lados, além de pedaços de camisetas, bonés, meias, papel higiênico sujo e um forte cheiro de urina.
 
“Nós que somos comerciantes aqui ao redor estamos sofrendo e sendo muito prejudicados. Já chamei o pessoal que coordena o Centro, mas não está tendo resultado. Eles estão usando o nosso estacionamento de banheiro. É um cheiro insuportável todos os dias. Os comerciantes começaram a fechar as portas porque não suportam mais a situação e isto não pode acontecer. Eles estão tentando resolver um problema deixando o Centro Pop aqui, mas para isso estão prejudicando outras centenas de pessoas”, afirmou.
 
Sem resposta
O Comércio entrou em contato com a assessoria de imprensa da Prefeitura em busca de uma posição do poder público municipal sobre os recentes fatos envolvendo usuários do Centro Pop. O objetivo também era questionar se há possibilidade do programa ser desenvolvido em outro local em respeito as constantes reclamações dos moradores dos bairros adjacentes. Nenhuma resposta, no entanto, foi encaminhada à reportagem até o fechamento desta edição. 

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