BASQUETE


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Franca tem tradição de basquete masculino, mas a turma feminina também escreveu sua história.  Elas não chegaram a mudar o comportamento das outras moças, não provocaram revolução feminista, não transformaram a cidade provinciana em metrópole de cabeça aberta e evoluída. Elas foram, como todas as outras representantes da geração, estimuladas a se conservar virgens, aprender a cozinhar, ter noções sobre corte e costura, estudar, namorar, noivar, casar, ter filhos. ( Sem chance de inversão!) Em compensação, usavam short curto – os usados nos colégios religiosos chegavam nos joelhos; tinham contato com os mais cobiçados rapazes do esporte, viajavam sem as mães. Como nada é tão perfeito, eram vigiadas até para ir ao banheiro. Na foto estão, em pé, da esquerda para a direita: Martha Pucci, Clara Maníglia, Daecy Vedovato, Nenzinha Franchini, Célia Magalini. Agachadas, da esquerda para a direita: Marta Reis, Zuleika Barbosa, Ivone Mendes, Cleide Magaline, Olga de Faria, que conta: as bolas eram de couro, muito pesadas. O time,  muito bom.   Foto tirada na realização dos 1º Jogos Regionais da Alta Mojiana, em Ribeirão Preto. Foram vice-campeãs. Segundo Olga houve fraude no jogo.  
 
(Lúcia H. M. Brigagão)

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