A noite primavera:
Nos canteiros do céu,
Floradas de estrelas.
Na linha do horizonte
Luzes equilibristas
Deslizam a tarde.
Dedos de vento
Harpejam gotas de chuva
No vidro da noite.
A morte a beleza desflora.
Pétala a pétala,
A rosa chora.
Amanhece.
Da gaiola, cantando,
Voam penas.
Asas de aço
Riscam linhas de espuma
No azul cristal do dia.
Eny Miranda, médica, poeta e cronista
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.