Crucifixos obrigatórios


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O prefeito da cidade italiana de Pádua, Massimo Bitonci, dispôs que a municipalidade distribua crucifixos que serão afixados, obrigatoriamente, em cada escola e dependência governamental. 
 
A notícia é da organização  Christian Action Network. ‘Tirem as mãos dos crucifixos ou vai ter problema’, disse o prefeito da cidade do santuário de Santo Antônio, quando uma decisão de um tribunal europeu — rapidamente revogada — tentou banir as cruzes e os sinais católicos dos prédios públicos italianos. 
 
Agora Massimo Bitonci se engajou numa ‘nova cruzada’ pelos crucifixos em escolas e prédios públicos, e, ao mesmo tempo, interditou as orações maometanas neles. 
 
Uma coisa puxa a outra, e as duas práticas religiosas não podiam coexistir, dada a militância dos islâmicos contra os cristãos e o respeito da dignidade do instrumento da redenção, que o Islã odeia especialmente. ‘Agora, em todos os prédios e escolas haverá obrigatoriamente um belo crucifixo doado pela municipalidade. E ai de quem mexer neles’, escreveu o prefeito, em sua conta da rede social  Facebook.
 
Acompanhando o anúncio, Bitonci postou uma foto em que ele aparece segurando um crucifixo junto a um grupo de pessoas. Em 2009, quando era senador, promoveu a distribuição de crucifixos em Abano Terme, na mesma província de Pádua.
 
Ele também interditou as orações do Ramadã islâmico nos prédios públicos. O prefeito anterior havia autorizado que os maometanos se reunissem num ginásio. O prefeito acabou, no entanto, optando pelo cancelamento da concessão. Segundo ele, os ‘ginásios só devem ser usados para esportes e educação da juventude. A nova administração não mais autorizará esse tipo de atividades — orações muçulmanas — nos ginásios municipais’.
 
Luís Dufaur
Escritor

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