Jandira Magdalena dos Santo Cruz, de 27 anos, desaparecida no último dia (26), deixou uma pista que pode ajudar a polícia a encontrar a pessoa responsável por seu desaparecimento. Uma foto de um cartão de visitas no celular da vítima revelou o nome “Rose”, mulher que a polícia suspeita de ser a responsável pelo desaparecimento de Jandira.
Os números dos telefones de contato revelados no cartão são de Rosemere Aparecida Ferreira, de 47 anos, presa em flagrante quatro vezes em quatro anos pelo crime de aborto em terceiros.
Antônio Eduardo Duarte, desembargador da 4º Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, decretou a prisão de Rosemere e outras duas pessoas que foram acusadas pelo Ministério Público de formar associação criminosa – antigo crime de quadrilha – especializada na prática de aborto.
“Ela [Rose] disse que não poderia passar o local da clínica e mandou ela ir até a rodoviária, às 9h. O Leandro [marido da vítima] foi com ela. Por volta de 10h40, eu liguei e disse: ‘Jandira, volta, não faz isso”.
Ela me disse que estava decidida. Pouco tempo depois eu liguei de novo e o telefone dela estava desligado. Falei com o Leandro e ele disse que a Rose mandou todas as mulheres desligarem os celulares quando entraram no carro, contou Maria Ângela dos Santos, mãe da vítima.
“A tal doutora disse que em cerca de duas horas ela estaria de volta. O Leandro ficou mais de seis horas na rodoviária e ela não apareceu. O telefone só dava desligado. Desde esse dia eu não tenho notícia da minha filha”, lamentou a mãe. Rose teria dito a Leandro Brito Reis, marido da vítima, que sua mulher estaria de volta em 2h.
Ainda segundo Leandro, o carro que levou Jandira e outras mulheres da rodoviária para a clínica era um Gol branco de quatro portas e bem antigo. A placa estava danificada e não foi possível distinguir os dados. O marido encontrou na rodoviária uma das mulheres que também estava no veículo com Jandira e ela disse que Jandira ainda estava na clínica.

Rosemere Aparecida Ferreira, de 47 anos

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