O preço das carnes bovina e suína está mais alto para os comerciantes e, consequentemente, na mesa do consumidor francano. O motivo não é apenas a estiagem prolongada. Além da seca que prejudicou as pastagens e atingiu os produtos agrícolas usados no preparo de ração, o incremento das exportações também contribuíram para impulsionar os preços.
A maioria dos açougues da cidade compra carnes mais caras há, em média, 20 dias. O efeito cascata até o consumidor é inevitável, mas alguns tem tentado repassar os valores em proporções menores. “Faz algum tempo que o preço disparou. Não só da carne bovina, como também da suína. Não repassamos aos consumidores os valores na mesma proporção na qual foi obtido o aumento, mas tem que repassar nem que seja a metade”, disse o proprietário do açougue Distak, Paulo Roberto Covas Silva.
De acordo com o comerciante, tanto a carne bovina quanto a suína tiveram aumentos consideráveis, mas o reajuste no preço do porco foi o que mais impressionou. “Para se ter uma ideia, pagávamos na faixa de R$ 5 o quilo e hoje não pagamos menos de R$ 7. Houve um aumento de 40% nos últimos 35 dias na carne suína. Na carne bovina houve realmente um repasse na faixa de 8% até 10%, dependendo dos cortes. Em alguns casos foi até mais, mas ficou nesta faixa”, explicou.
Sem recuo
Mesmo com indícios de chuva e melhoria nas pastagens, o comerciante acredita que o preço das carnes não recue este ano já que a tendência é ele aumentar com a proximidade das festividades de final de ano. “Nesta época do ano é comum estar fechando o boi para confinar e agora já está tendo que tirar porque não tem mais gado de pasto. Isto é um reflexo que não tende a melhorar por este ano. Se começar a chover agora o reflexo no pasto vai ocorrer, no mínimo, em noventa dias, mas aí já terá chegado o final de ano que é época de consumo. A probabilidade deste recuo acontecer neste ano é quase zero”, revelou.
Consumidores
Os consumidores francanos estão sentindo aos poucos o aumento no bolso. Enquanto comprava carne bovina, na tarde de ontem, a dona de casa Vânia Silva disse que pagou o mesmo valor de alguns dias atrás, mas ela teme que seja surpreendida na próxima compra. “Da última vez que comprei, eu vi que tinha subido um pouco. Desta vez achei que foi igual, mas tenho medo que na próxima semana pague bem mais caro. Tenho ouvido muito que os preços estão subindo para todo lado”, argumentou.
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