Setembro, o sétimo mês do ano


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Júlio César  introduziu em 46 a.C o ano de  365 dias
Júlio César introduziu em 46 a.C o ano de 365 dias
O ano parece que voa- dizem os adultos. Para as crianças ele segue menos rápido,  mesmo assim parece passar depressa também. Parece que foi ontem que aqui, no Clubinho, começamos a falar sobre a origem dos nomes dos meses do ano. Todo começo de mês lembramos neste espaço a origem do nome do mês em que entramos. Setembro significa sétimo. A palavra vem do latim, septem, ou sete. Setembro era o sétimo mês do ano antes da reforma de Numa Pompílio. 
 
Na Roma antiga, ou seja, alguns séculos antes da Era Cristã, o ano tinha 304 dias e era dividido em dez meses - a contagem começava em março e terminava em dezembro. Com o passar do tempo, porém, o sistema foi criando uma diferença porque o ano solar tem, na verdade, 365,25 dias. Na época do imperador Numa Pompílio, ainda no século VII a.C., a contagem estava 51 dias atrasada em relação ao início das estações. Pompílio criou, então, mais dois meses - janeiro e fevereiro - e o ano passou a ter 354 dias, mas não demorou para ocorrer outro desajuste. Em uma nova tentativa de acertar o calendário, o imperador Júlio César (100-44 a.C.) introduziu, em 46 a.C., o ano de 365 dias, baseado em um modelo utilizado pelos egípcios, sem alterar os nomes dos meses. Como já vimos aqui nesta página, os seis primeiros haviam sido nomeados em homenagem a deuses e festividades romanas. Jano estava ligado a janeiro; Februária a fevereiro; Marte a Março; Abril a Aprire ( vebo abrir, relacionado à abertura das flores, pois no hemisfério norte é Primavera); Maia a maio;  Juno a junho;  e os dois seguintes, julho e agosto, eram homenagem aos imperadores  Júlio César e César Augusto. Os outros estiveram desde a origem vinculados à ordem: setembro, o sétimo; outubro, o oitavo; novembro, o nono; dezembro, o décimo.

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