Claudio Vieira de Oliveira, de 37 anos, é portador de artrogripose congênita – doença rara que deformou seus membros e fez com que sua cabeça ficasse virada para trás permanentemente. Recentemente ele se tornou uma celebridade devido suas palestras ao redor do mundo.
A baiana Maria José Vieira, mãe do palestrante, contou ao portal do jornal Extra que a chave para o filho superar seus problemas é tê-lo criado como igual entre os seus outros cinco filhos. “O Claudio é assim de bem com a vida porque eu, seus irmãos e seu pai antes de morrer, todo mundo em casa trata ele normal. Ninguém tem peninha. Se precisar dar bronca, dou igual aos outros”, explica a mãe, que o teve com 37 anos e hoje está com 70 anos. ”Sempre levava ele para tudo que é canto, ele cresceu vendo gente, e todo mundo vendo ele também. Ele cresceu cercado de muito amor, isso que evita que ele tenha complexo”, afirmou.
Apesar de dar tratamento equivalente aos dos outros filhos, Maria tinha medo de que da porta para fora Claudio não tivesse a compreensão e o respeito da sociedade. Isso atrasou sua alfabetização. “Tinha medo que os meninos machucassem, que não aceitassem. Resolvi fazer um sacrifício e botar ele numa escolinha particular que tinha aqui na cidade. Costurava manhã, tarde e noite para conseguir pagar”, contou.
Já mais crescido, Claudio teve dificuldade de se matricular em uma escola pública. “Eu tive que lutar aqui na minha casa para me matricular numa escola pública. Conversamos com os diretores, os professores. Mas consegui entrar e fiquei até o fim do Ensino Médio”, conta o palestrante.
Hoje em dia o medo de Maria do filho sofrer discriminação desapareceu. “Todo mundo por aí sempre gosta dele”. Católica fervorosa, ela conta que a maior felicidade foi ver o filho se encontrar com o Papa João Paulo II e, mais recentemente, o Papa Francisco.
Claudio agradece o tratamento dado pelos familiares. “Eu já ouvi relatos de outras pessoas com necessidades especiais que viviam ou vivem diferentes das demais. Vivem num mundo fechado. A pessoa sente a discriminação, o preconceito. Eu fui diferente. Desde cedo fui motivado por muitas pessoas da minha família, principalmente minha mãe”.





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