Avenida São Vicente
Mesmo recente, a rotatória da avenida São Vicente tem sido alvo frequente de reclamações. Muitas queixas são feitas por moradores ou pessoas que trabalham próximas ao local e outras por motoristas que sofreram acidentes após a realização das obras.
O marceneiro Osmar Sartori, 49, utiliza a via com frequência, mas não escapou da “armadilha” em que se transformou a rotatória feita pela Prefeitura. No início de julho, quando, afirmou ele, ainda não havia nenhuma sinalização no local, Sartori não conseguiu desviar seu carro da guia que surgiu na sua frente.
No momento do acidente, Osmar estava sozinho e em horário de trabalho. Ele não sofreu ferimentos, mas o veículo precisou de reparos. Ao todo, o marceneiro desembolsou quase R$ 3 mil para arcar com o prejuízo, resumido nos quatro pneus estourados, danos no parachoque dianteiro e problemas na suspensão.
“Vim descendo e já dei de frente com a rotatória. Não deu tempo de desviar e nem fazer nada. No dia que aconteceu eles não tinham colocado placas ainda e não era nada sinalizado”, disse ele. “Estava acostumado. Passava por ali quase todos os dias, mas aquela rotatória no meio da avenida foi uma surpresa.”
Adhemar de Barros
As alterações no trânsito de diversas ruas próximas a avenida Adhemar de Barros são reclamações que alguns moradores afirmam estar cansados de fazer para a administração municipal. Além dos semáforos instalados em série e que nitidamente travaram a avenida, mudanças no solo, como a eliminação de áreas de estacionamento, estão entre as queixas.
No cruzamento com a avenida Brasil, o comerciante Carlos Santos, que mantém um pequeno negócio perto da rotatória que deveria organizar o fluxo de veículos no local, reclama que mal consegue entrar ou sair de sua casa, pela garagem, após a extinção das vagas que haviam por ali.
De fato, ao deixar a faixa da direita livre para circulação, os moradores passaram a conviver com excessos de motoristas, motociclistas e condutores de ônibus. Em poucos minutos no local, pelo menos dois coletivos cruzaram a Adhemar de Barros com o sinal fechado. “Hoje a gente não tem sossego para ficar na calçada com medo que um motorista suba e atropele alguém”, disse Santos.
Segundo ele, Sérgio Buranelli, responsável pelo setor de Trânsito da Prefeitura, justificou as alterações com base no aumento do fluxo de veículos na região.
Viaduto Dona Quita
Com picos de fluxo, o Viaduto Dona Quita divide opiniões. Entre quem defenda e aqueles que criticam a obra mais polêmica do PSDB em Franca, a sensação é a mesma: construído ao custo de R$ 9,7 milhões para, em tese, desafogar o trânsito no cruzamento das avenidas Major Nicácio e Alonso y Alonso, está longe de obter qualquer unanimidade.
Deixando de lado os problemas técnicos e de engenharia verificados durante e após a execução da obra, o fato é que o tráfego local de veículos esgotará em pouco tempo todos os argumentos usados para justificar sua construção.
Para quem vai de um lado para o outro da Major Nicácio a situação é um tanto mais confortável. Mas para os motoristas que concorrem entre si para disputar a estreita pista dedicada a eles sob o viaduto pela Alonso y Alonso o quadro é muito pior.
Mais uma vez, pedestres são a parte mais frágil da história, já que os semáforos instalados não permitem segurança de travessia em todos os pontos, isso sem contar a falta de educação de pessoas que insistem em atravessar em local proibido. Para o especialista em trânsito, Alexandre Chioca, ainda que a saída do Fórum dê certa folga no movimento de carros na região, basta que qualquer nova ocupação do prédio ocorra para a volta de todos os problemas verificados atualmente.
Distrito Industrial
Cinco avenidas levam caos à rotatória de acesso ao Distrito Industrial e Bairro São Jaoquim. Com as vias de grande movimento convergindo para um único ponto, a rotatória existente no bairro São Joaquim, o principal ponto de acesso ao Distrito Industrial, se transformou em uma área extremamente perigosa para motoristas, motociclistas e pedestres.
Pela manhã, até 7 horas, e no final do dia, a partir das 17, o tráfego intenso vira um “salve-se quem puder”, ainda que semáforos sirvam, em parte, para organizar o fluxo.
Mas o problema naquele local é que a estrutura viária já está saturada em relação à quantidade de veículos. Soma-se a isso a imprudência de dezenas de condutores que se arriscam na travessia de sinais vermelhos para ganhar um ou dois segundos na frente dos outros.
Durante quase uma hora em que permaneceu próxima, a reportagem não viu qualquer presença da Prefeitura apesar do caos em que se transforma o lugar.
Como tudo pode ficar pior, motoristas que trafegam pela rua Abílio Coutinho não têm semáforos para dar segurança na chegada à rotatória. Além disso, uma placa indicando o acesso do Distrito, uma rota para Minas Gerais e a saída para São Paulo está completamente encoberta por uma árvore impedindo ou restringindo qualquer orientação.
Leporace e Vila São Sebastião
Para entender o que significa entrar e sair da Vila São Sebastião, basta dizer que é como se a população de Batatais chegasse à cidade por meio de um viaduto estreito, tomado de carros, motos e bicicletas. Com 55 mil moradores, a região vive o mesmo drama há anos.
A reportagem ficou estacionada no posto de gasolina existente próximo ao viaduto sobre a rodovia Cândido Portinari e percebeu que o trânsito se transforma após as 17 horas. A confusão de carros indo ou voltando da São Sebastião, misturados aos que saíam da alça de acesso da rodovia para o bairro, formavam uma enorme fila.
No local, equipes de trânsito da Prefeitura não faziam trabalho de orientação. Não havia também equipes da Polícia Militar que flagrariam motoristas fazendo conversões proibidas ou avançando o sinal vermelho.
Num posto de gasolina da rua Francisco Marques, frentistas relataram que acidentes são contantes, principalmente colisões traseiras motivadas por falhas na estrutura dos semáforos.
Na região do Leporace, motoristas que usam a avenida Moacir Vieira Coelho para acessar a Cândido Portinari também sofrem. Os carros trancam o trânsito em uma conversão arriscada.
Quem chega ao bairro, pela rodovia, nos horários de pico, precisa paciência para enfrentar o congestionamento. Veículos ainda trafegam pelo acostamento, situação que, mesmo involuntária, configura infração de trânsito.
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