O representante de vendas Fabrício Calandria se espatifou no chão da avenida São Vicente após a construção de uma rotatória na via pela Prefeitura. Acostumado a passar pelo local, diz que foi surpreendido pela rotatória.
Calandria é convicto ao afirmar que não existia sinalização alguma alertando os motoristas. Funcionário de uma empresa de metais para calçados, ele bateu na guia, caiu e teve o peso do corpo exercido sobre o pé direito, que foi esmagado na altura do tornozelo, além de ferimentos generalizados na fíbula, dedos, ossos do quadril e fratura exposta na tíbia.
Sem previsão de quando voltará a andar, ainda sofre por não ter certeza se isso acontecerá, mesmo com as sessões de fisioterapia, já. O movimento do pé já sabe que não terá de volta.
Sob efeito de medicamentos, está sendo acompanhado por um psicólogo. “Não sou um motorista bobo. São dez horas por dia andando de moto, fazendo visitas só na empresa em que trabalho”, disse ele, agora aparentemente mais preocupado com as dezenas de clientes que vai perder com seu afastamento do que com a própria recuperação. “Vou entrar com uma ação contra a Prefeitura, sem dúvida. Não tanto pela indenização, mas para evitar que continuem fazendo isso e outros motoristas passem pelo que estou passando.”
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