‘A frota cresceu e nada foi feito para absorvê-la’


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Congestionamento na via de acesso à ‘ponte’ do Leporace
Congestionamento na via de acesso à ‘ponte’ do Leporace
Para o arquiteto e urbanista especialista em trânsito, Alexandre Chioca Rinaldi, os problemas estruturais em Franca realmente existem, mas muitos deles, mesmo acidentes, são causados em sua maioria pelo comportamento dos próprios motoristas.
 
A respeito da rotatória da São Vicente, Chioca esclarece que ela realmente é necessária devido ao aumento do fluxo na região com o povoamento de um novo bairro - o Jardim Santa Lúcia, mas que o projeto poderia ter sido melhor elaborado assim como a implantação da sinalização. “Ali o problema talvez seja mais o tipo de projeto que foi feito e a questão da sinalização no entorno da obra. Quando se altera alguma coisa no trânsito o que tem que tentar fazer no máximo é informar, deixar as pessoas que estão acostumadas a utilizar aquele trecho cientes das mudanças que estão sendo feitas”, afirmou ele. “Poderia ser melhor do que é. Podemos dizer que ela é rotatória em um sentido só; no outro ela não é.”
 
Chioca evitou criticar a Secretaria de Trânsito de Franca. Para ele, faltam estrutura de trabalho e planejamento para projetar a cidade para as próximas décadas. Como base de comparação, citou estudos que mostravam uma frota de 80 mil veículos em 1997, contra mais de 220 mil atualmente. “Em menos de 20 anos a frota quase triplicou e nada foi feito para preparar as vias para absorver essa quantidade de veículos”, disse. “Para piorar, o transporte público é ruim, desconfortável e insuficiente para atender a demanda, com poucos ônibus e nenhum levantamento que aponte a necessidade de mudanças”, acrescentou.
 
Em sua opinião, a Prefeitura tem mais acertado que errado nas intervenções feitas na cidade, mesmo levando em conta a estrutura minguada e a completa falta de investimento pelo poder público municipal.
 
Pontos fundamentais e críticos de tráfego, como o viaduto de acesso à Vila São Sebastião, a rotatória de acesso ao Distrito Industrial ou ao Parque Vicente Leporace, projetados de acordo com o trânsito de um determinado período, esgotaram suas capacidade em pouco tempo.
 
Chioca também disse que é preciso considerar a dificuldade que a administração tem em promover certas alterações no trânsito de Franca diante das críticas e da resistência de parte da população e de setores organizados, como os comerciantes.
 
Falou, por exemplo, das alterações dos pontos de estacionamento no Centro, com a limitação de vagas, que, apesar de promover maior fluidez, gerou enormes críticas de lojistas e motoristas. “As pessoas precisam de mais educação e consciência sobre a cidade que elas querem. O motorista sai do Jardim Tropical para ir ao Centro e lá quer parar o carro em frente à loja que vai entrar. É claro que isso é impossível.”
 
 
 

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