O candidato a deputado estadual pelo PMN, Tony Hill, foi o sabatinado dessa terça-feira, dia 26. Apesar da falta de propostas, demonstrou disposição e prometeu lutar pelo povo de Franca. Negou que seja candidato apenas de fachada e disse que quer ser eleito para melhorar a vida dos francanos. Entre seus projetos, estão a construção de mais UBSs (Unidades Básicas de Saúde) e mais casas para a população de baixa renda.
Gostaria de saber por que o eleitor de Franca deveria escolhê-lo para representar a cidade na Assembleia Legislativa
(O candidato começou convidando a todos a rezarem um Pai Nosso, em seguida, respondeu) Sou radialista há mais de 25 anos e o que eu mais ouço são as reclamações do nosso povo. Tenho dois filhos e fico pensando que com a política do jeito que está, qual seria o futuro deles? Então me propus a sair candidato a deputado estadual para trabalhar pelo nosso povo, ser o representante do povo na Assembleia Legislativa. Passar na rua e ouvir as pessoas falarem que aquele rapaz de chapéu, aquele moço é o meu representante, o meu deputado. É por isso que eu saí e por outras coisas mais que vocês vão ficar sabendo no decorrer do programa.
O senhor é filiado ao PMN há quatro anos, mas nunca disputou nenhuma eleição. Por que resolveu se candidatar agora?
Resolvi agora porque há algum tempo venho analisando pedidos em outras eleições e eu acho que o momento é agora. Precisa ter renovação. Tudo na vida precisa renovar. Por isso, resolvi sair candidato.
O que faz o senhor pensar que esse momento é de renovação?
A diferença é que tem muita corrupção, muitos políticos que não estão olhando para o interesse do povo, não só estadual como nacional, e por essas e outras que eu resolvi sair candidato a deputado estadual. O momento é agora.
Em seu currículo não há nenhuma experiência em administração pública. O senhor nunca ocupou nenhum cargo político nem participou de eleições. Não acha que essa falta de experiência política possa atrapalhar sua eleição?
Tudo na vida tem a primeira vez. Os que estão aí também tiveram sua primeira vez. Acho que isso não atrapalha em nenhum momento. Alguém tem que se levantar e chamar a responsabilidade para si e tentar receber os problemas do nosso povo. Como disse antes, como radialista ouço muitas reclamações das pessoas. Se eu ficar parado vendo a banda passar serei cúmplice de toda essa situação. A vontade é grande de trabalhar e o esforço é tremendo. Estamos aí com recursos próprios, mas na urna o povo dará a resposta.
O senhor acredita que a opção de se candidatar a vereador não seria melhor nesse momento?
Como comentei antes, tocou no meu coração de sair agora e fazer algo maior para o meu povo no âmbito geral da região, por isso decidi ser deputado estadual. E outra coisa que eu gostaria de deixar claro: eu não saí para ser vereador. Eu saí para ser deputado estadual e cumprir os quatro anos do meu mandato. E garanto que você elegendo Tony Hill ele vai cumprir o seu mandato.
Um comentário que é feito com frequência nos meios políticos é que o senhor teria saído candidato a pedido do ex-prefeito Sidnei Rocha, seu amigo e patrão. Essa indicação teria sido feita com o intuito de atrapalhar adversários, como Roberto Engler e Gilson de Souza. Como o senhor vê essa afirmação?
Essa afirmação é, categoricamente, negativa. Eu sou muito sincero naquilo que eu falo e jamais o Sidnei Rocha me falou coisas desse tipo. Pelo contrário, quando eu disse que me candidataria, ele disse “a política precisa de pessoas como você”. Ele me apoiou, mas jamais eu sairia para atrapalhar alguém.
Na prestação de contas de sua campanha à Justiça Eleitoral, o senhor apresentou uma arrecadação de R$ 575 e uma previsão de gastos de R$ 375, valores bem mais modestos que os dos outros concorrentes. Como será feita a sua campanha e como o senhor espera vencer candidatos que estão há anos na Assembleia Legislativa e que possuem estruturas de campanha bem maiores que a do senhor?
Tenho observado isso. São estruturas gigantescas. Mas nós vamos ganhar na disposição, no corpo a corpo, olhando nos olhos das pessoas, pegando na mão, sentindo a necessidade, sabendo o que o povo precisa. Talvez nas grandes campanhas, são distribuídos panfletos, mas o candidato não chega até as pessoas. O Tony Hill está indo de casa em casa, fazendo corpo a corpo com mais pessoas possíveis que eu puder. Pretendo ganhar assim.
No acompanhamento de sua agenda diária é possível perceber que senhor visitou 14 bairros e 18 cidades. Como o senhor conseguiu isso com tão poucos recursos?
Estamos fazendo o possível. Sou radialista e meu salário não é muito grande, mas estou fazendo o máximo para realizar tudo isso que você falou. Estou trabalhando dia e noite, acordo cedo, não tenho preguiça. Essa é uma rotina para mim. Acordo às 5 horas e às 5h30 estou pronto, pegando no batente. O povo precisa de pessoas que trabalhem.
Nessas suas andanças, que diagnóstico o senhor faz da vida dos francanos e dos paulistas e quais problemas, na sua opinião, merecem a sua maior atenção se for eleito?
O que eu tenho observado é a questão de moradia. Franca tem um déficit de moradia popular de mais de 8,7 mil casas, quase 9 mil. Muitas pessoas cobram muito isso nas ruas: “Tony Hill, a respeito de moradias, o que você vai fazer?”. Vamos trabalhar para trazer mais verbas para que se construa mais casas.
Como repórteres, o que mais sentimos de reclamação é na área da saúde. O senhor, como candidato, o que viu nessa área?
O reclame da população a respeito da saúde é bastante grande. Salientando que a saúde não anda boa, não só no estado, mas em todo Brasil. Mas em Franca, as reclamações realmente são muitas. Vamos trabalhar para trazer mais PSF, Programa Saúde da Família, mais UBS, mais médicos, para diminuir as filas, a espera por uma consulta. Tem consultas que demoram 90 dias. Chegaram a me falar até seis meses. Então se você tem um problema e espera seis meses, vai ligar (o responsável pela saúde): “- Quero falar com a Dona Maria. - Dona Maria tem dois meses que faleceu”. Isso aí é frequente acontecer. O nosso povo, a nossa gente vai parar de sofrer, porque agora vai ter um candidato que vai se levantar e vai lutar com unhas e dentes para que isso seja resolvido, porque o que eu vejo é muita picuinha de partidos, de siglas: “Não, porque esse projeto aí foi tal sigla que fez, o partido tal que fez”. Vou trabalhar em um todo, não quero saber qual partido que criou. Se criou programa que é bom para o povo, vamos lutar e trazer isso para cá. Por que quem vai se beneficiar é o povo. Tem outros que pensam em seu próprio umbigo, não pode ser assim. Temos que pensar no povo, e o Tony Hill é o candidato do povo.
O senhor sempre diz que é o candidato do povo. Especificamente, qual a sua principal proposta? Qual é a primeira atitude que você vai tomar lá na Assembleia Legislativa?
Plataforma é uma, bandeiras são várias. A bandeira que vamos segurar, vamos para cima, vai ser a da saúde. Falando da saúde, os medicamentos, principalmente os genéricos, o ICMS chega a 33%, então quer dizer, se o medicamento custa R$ 30, nós vamos trabalhar para acabar com o ICMS, principalmente dos genéricos, que chega a 33%, então quer dizer que um medicamente que custa R$ 30, vai custar R$ 20 e aí o povão vai poder gastar seus R$ 10 com outras coisas. Não tem ICMS nos medicamentes veterinários, por que não pode ter também ICMS zero para um medicamento do ser humano?
Essa questão de redução de impostos é sempre cobrada por todos os setores, inclusive o calçadista, e é uma questão muito difícil de ser implementada. Por que o Tony Hill vai conseguir fazer se os outros não conseguiram?
Vamos trabalhar arduamente, vamos trabalhar junto com outros parceiros. Porque às vezes pensa-se em trabalhar só. Mas só não se chega a lugar nenhum, sem uma equipe, nós temos que arranjar outros parceiros. Vamos lá consultar o governo estadual, federal, seja quem for, senador, deputado federal, vamos buscar, vamos acreditar. O que eu vejo é que não: “eu acho que não dá”. Na minha vida tudo foi um desafio, não é isso que vai nos amedrontar, então vamos trabalhar para resolver os problemas, podem ter certeza.
Em seu perfil nas redes sociais o senhor afirma que é a renovação. Seu slogan de campanha diz “para mudar de verdade”, o senhor pode pontuar quais são os diferenciais do senhor em relação aos seus concorrentes para a Assembleia legislativa?
O tema da minha campanha é “Tony Hill, 33.123 para mudar de vez”: Renovação, por que renovação? Porque eu sou novo na política, estou com bastante disposição e acredito que pode dar certo, no Brasil que pode dar certo. Na maioria das vezes vejo que falta disposição, falta vontade, e é o que nós mais estamos tendo. Saio na rua e escuto muitas pessoas falar: “puxa vida, tem coisas que se esforçar, dá para fazer”. Agora por que não é feito? Acho que por falta de esforço. Vamos nos esforçar para atender e materializar essa vontade do povo, esses reclames do povo.
Qual é a avaliação que o senhor faz do trabalho desempenhado pelos atuais deputados da cidade?
Na posição de candidato ficaria deselegante falar alguma coisa. Quem vai dar essa resposta é o eleitorado, dia 5 de outubro.
Mas acreditamos que o senhor acompanha o trabalho dos deputados, não só de Franca, como de todo o estado. Quais são os principais erros e acertos que o senhor observou?
Sim acompanhamos. Teve vários acertos, vários erros, mas quem sou eu para julgar? É o povo que vai chegar na urna e falar: “eu estou satisfeito, votei” ou “não estou satisfeito, não votei”. Quem sou eu para julgar?
Candidato, em entrevista concedida ao GCN, o senhor afirmou que uma das propostas da sua campanha é aumentar a quantidade de médicos e Unidades de Atendimento Básicos em Franca. De que forma o senhor pretende fazer isso, já que são duas propostas exclusivas do poder executivo?
Eu falo, novamente, que é com disposição, com boa vontade é colocar a cara a tapa. Porque muitos falaram: “Rapaz você teve coragem de sair para deputado estadual?”, Tive sim, porque o homem, o ser humano tem que ter coragem, ele tem que ir para frente e colocar a vaidade de lado, porque o mundo é uma vaidade. Muitos não conseguem o sucesso devido à própria vaidade, de às vezes chegar em um presidente de outro partido, em um deputado que é de outro partido e pedir ajuda. Essa ajuda não é só para mim, é para o povo, temos que pensar no povo. Mas por vaidade muitos não fazem isso. Esse, que aqui vos fala, vai fazer isso, vai trabalhar, principalmente para o nosso povo.
Da maneira que o senhor fala dá a impressão que só se pedindo, se consegue as coisas. Na política não é bem assim. Como o senhor pretende vencer essas barreiras? Porque o senhor cita objetivos de competência do executivo, mas o senhor está se candidatando para um cargo no legislativo.
Não basta só pedir, tem que ter o jogo da boa vizinhança e entrar com atitude para resolver o problema. Se ficar com essas questões: “Eu não consigo”,“isso não cabe no meu mandato” e o povo como é que fica? Por isso que não quero saber se é do legislativo, ou se é do executivo. O que quero é que o amigo eleitor saiba que estou aqui à disposição para trabalhar para o povo.
O senhor falou em trazer mais médicos e mais UBS. Se o senhor hoje, estivesse eleito, que bairros beneficiaria? com quantos médicos o senhor resolveria o problema de saúde aqui em Franca?
Primeiro devemos ouvir, vamos colocar nossos assessores, secretários eu próprio. Vamos ouvir as associações de bairros, vamos ouvir os próprios funcionários de UBS de UPA e de outras entidades que prestam essa serviço para saber a real necessidade, para sabermos e começarmos a trabalhar.
O governo do estado de São Paulo começou ano passado uma política de internação de viciados em drogas. Como o senhor vê essas medidas? É a favor da internação compulsória?
Tenho um projeto, que se for eleito, vamos trabalhar para que ele seja aplicado. Chama-se “Casa de Restauração” e funcionaria da seguinte forma: o drogado vai para essa casa, enquanto ele está lá ele vai ser assistido por psicólogos, médicos e outros profissionais. Nós vamos lá na família. Ele chegando no lar dele, vai estar recuperado e também a família. Foi feito um trabalho lá, com psicólogo, com médicos, com profissionais da área.
Qual é a opinião do senhor sobre a legalização da comercialização das drogas?
Sou contra, totalmente contra, muitas pessoas falam: “Mas você não é à favor pelo menos da maconha?”, droga nenhuma! Como se encontra o nosso país, você passa ali pela avenida São João e Ipiranga, em São Paulo, parecem múmias andando à noite, de dia, está quase que incontrolável isso. Devemos combater as drogas, não aceitá-las na nossa sociedade. Sou contra. Sou a favor da restauração dessas pessoas que estão pedindo ajuda. Tiveram pessoas que me pararam pedindo dinheiro no trânsito e eu perguntei, mas você não quer sair dessa vida? “Mas eu não consigo”. Então tem pessoas que precisam de ajuda, temos que olhar com outros olhos.
Qual a opinião do senhor sobre a unificação das policias civil e militar? O senhor defende essa unificação, ou não? Qual a proposta do senhor para melhorar o rendimento das polícias?
Sim, eu defendo a unificação da polícia, agora se vamos conseguir, é outra coisa. Vejo que isso vem se arrastando há vários anos. Temos que ter um consenso. Se não der certo, não vamos ficar perdendo tempo com isso. Vamos aumentar a corporação, armar. Acho que os policiais precisam de um salário melhor. E hoje, o bandido tem um carro melhor do que a polícia. As viaturas da polícia tinham que ser blindadas. A polícia tem que ser bem mais aparelhada. Vamos trabalhar para isso.
Candidato, muito tem se discutido sobre as cotas para negros nas faculdades de nosso estado. Como o senhor vê essa iniciativa?
Essa iniciativa eu considero boa, mas eu tenho meu ponto de vista que acho que sendo negro ou não, não precisa de cota, são seres humanos normais, pensamos, agimos, legais e normais. Acho um exagero. O fato de você ser negro, você não é um coitado, você não pensa menos do que ninguém.
Só para ficar claro, o senhor disse que acha uma boa iniciativa, mas que é um exagero. O senhor poderia esclarecer exatamente o que pensa a respeito?
Acho que não precisa.
Então o senhor é contra?
Não. Acho que não precisa.
Se o senhor tivesse que votar hoje, qual seria o posicionamento do senhor, contra ou a favor?
Eu seria contra.
(Pergunta enviada pelo internauta Marcos Rodrigo Custódio) Qual será o seu envolvimento no combate à corrupção?
O combate à corrupção é trabalharmos com honestidade e fiscalizarmos. Ver se realmente está sendo feito o que se propôs a fazer.
Qual a opinião do senhor em relação à criminalização da homofobia? Como avalia essa perseguição das pessoas gays?
Deus deu o livre arbítrio para qualquer um, se um cara gosta de homem, ele gosta de homem; se uma mulher gosta de mulher, ela gosta de mulher. Aí, uma grande autoridade eclesiástica, o Papa, falou o seguinte, ‘só Deus para julgar’, e eu estou junto com ele, só Deus para julgar, quem sou eu, um mero ser humano, comedor de feijão como qualquer um, julgar o rapaz porque ele é gay, julgar a mulher porque ela gosta de outra mulher, o que é isso? São pessoas que gastam na sociedade, pessoas que estudam, pessoas que trabalham, pessoas que contribuem também com seus impostos, por que recriminar? Eu acho que é Deus quem vai julgar, não sou eu.
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