Seca e queimadas fazem disparar ida às drogarias


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Imagem de arquivo meramente ilustrativa
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Sangramento nasal, mal-estar, pele e boca secas, olhos vermelhos e lábios rachados são os sintomas físicos mais leves do tempo seco, vilão de quadros de pneumonias, sinusites, gripes, resfriados e alergias. Ultimamente, com a umidade relativa do ar oscilando entre o estado de alerta e atenção - quando os níveis ficam entre 13% e 20% e 21% e 30%, respectivamente -, os francanos têm sentido os efeitos do clima. Isso fez crescer o número de pessoas em busca de medicamentos ligados a alergias e doenças respiratórias na cidade. De acordo com drogarias locais, o aumento na demanda tem variado de 20% a 50% desde o início da seca, a maior registrado em um primeiro semestre dos últimos sete anos. 
 
“Os problemas sazonais deste clima têm aparecido e constatamos muitos casos ligados à parte respiratória. Entre os três medicamentos mais receitados estão os antialérgicos, descongestionantes nasais e até antibióticos. A procura por eles cresceu cerca de 50%”, explicou o farmacêutico da DrogaFarma, que atende Franca e região com 33 unidades, Rulyan Cintra. Além das medicações, produtos para se livrar da sensação de seca - como hidratantes, protetores de pele e labiais - também têm saída. “Temos tido muita procura por umidificadores de ar. A venda tem sido diária”, disse o atendente da Droga Raia, Guilherme Santos.
 
Outro fator importante que tem contribuído para a o aumento no consumo de medicamentos é a poluição que se acumula no ar. Sem chuva, a concentração média de material particulado (conjunto de poluentes causadores de doenças respiratórias e cardiovasculares) aumenta. De acordo com a gerente da agência local da Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental), Vera Sílvia Araújo Segreto Barillari, mesmo sem uma medição precisa, é possível constatar o aumento dessa concentração nos ares da região. “Tivemos áreas muito grandes de queima da palha da cana, o que ocasionou a piora de concentração de particulado. Em Franca não temos o aparelho necessário para medir essa concentração, mas podemos notá-la. Por mais que o dia esteja ensolarado, percebemos o céu acinzentado, embaçado. Isso é sinal de que a concentração está muito alta.”
 
Para evitar o desenvolvimento dos sintomas e doenças características do clima árido, algumas medidas caseiras podem auxiliar. “Promover hidratação excessiva, tomando água ao longo de todo o dia; colocar um toalha molhada, balde de água ou umidificador de ar no quarto; evitar banhos longos e quentes, que podem originar dermatites; investir em roupas leves para evitar a perda de líquido e promover uma boa alimentação, menos salgada, são dicas que podem ajudar no dia-a-dia”, aconselhou o clínico geral, Rogério Volpe. 
 
Clima
Com a última chuva registrada em 28 de julho, a umidade relativa do ar beirou o estado de emergência em Franca. No último dia 23, ela chegou a 14%, sendo o dia mais seco do ano até o momento. “A partir dos 12% já é considerado estado de emergência. 
 
Se a situação persistir no índice limite, a Defesa Civil pode suspender as aulas e trabalho em construções civis, entre outras atividades”, disse o meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia, Franco Villela.  Hoje, a umidade relativa do ar pode ficar na faixa dos 20% mas deve subir, já que há previsão de chuva para a noite de amanhã.

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