A polícia continua “caçando” o pastor evangélico acusado de estuprar durante uma década a própria enteada, hoje com 18 anos. Principal liderança de uma igreja evangélica de Ribeirão Corrente, o pastor fugiu da cidade após saber que a vítima procurou a polícia para denunciá-lo. O delegado Pedro Luiz Dallaqua, que preside o inquérito, anunciou ontem que a mãe da jovem também está sendo investigada por co-autoria no crime de estupro e não descarta a possibilidade de pedir sua prisão. Relembre o caso aqui.
Dallaqua tomou conhecimento da denúncia na última segunda-feira. A jovem precisou gravar os abusos cometidos pelo padrasto para provar o crime. “As imagens são chocantes. É possível ouvir o momento em que o autor parece arrombar a porta do quarto da vítima. Ele aparece cometendo os abusos e a vítima lutando para evitar”, disse Dallaqua. A jovem que contou com a ajuda de uma amiga para fazer a gravação, não autorizou a divulgação das imagens.
No depoimento que prestou, a vítima disse que a mãe sabia dos abusos, mas nunca fez nada. A jovem afirma que ela (mãe) chegou a presenciar um dos ataques. “É uma acusação grave, que estamos investigando. Se provado que a mãe tinha conhecimento e não fez nada, ela também pode ser indiciada”, afirmou o delegado.
A polícia apurou que o pastor foi excluído do Conselho de Pastores da região de Franca. Oriundo da região de Foz do Iguaçu (PR), o delegado Dallaqua não descarta a possibilidade de que o acusado esteja no Sul do País. Fotos e cópias do mandado de prisão foram encaminhados para a polícia do Paraná.
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