A empresária do ramo calçadista Valéria Cristina Guelfi Pinto, 47, de Marília (SP), e o filho, empresário Fábio Miller Guelfi Pinto, 28, ficaram feridos após o pouso forçado do avião que alugaram para viajar até Franca. Mãe e filho estavam a caminho da cidade, na manhã de quarta-feira, onde deveriam participar de uma série de reuniões com representantes de indústrias calçadistas. Eles são proprietários de uma rede de lojas de calçados em Marília e Garça (SP).
O monomotor F33A, modelo Bonanza, matrícula PT-JRY, onde os dois estavam foi obrigado a pousar em uma fazenda localizada a cerca de três quilômetros das penitenciárias I e II de Pirajuí (SP). O piloto Rodolfo Yoshimoto de Oliveira, 23, que deixou o local após o acidente, se apresentou na delegacia de Pirajuí acompanhado do proprietário da aeronave. Ele alegou pane mecânica e que pegou carona com um motociclista em busca de socorro para os passageiros. O piloto foi ouvido e liberado.
A queda
Oliveira deixou Marília tendo como passageiros mãe e filho. Pouco depois das 6h30 da manhã de quarta-feira, segundo o piloto, o monomotor apresentou problemas mecânicos, obrigando-o a fazer pouso de emergência em uma área que estava sendo preparada para o plantio de amendoim. O avião arrastou o bico pela terra arada, parando em uma curva de nível.
O piloto pegou carona com um motociclista que passava pelo local, deixando mãe e filho feridos. A administradora da fazenda, Florelina Carvalho de Assis, alertada por um empreiteiro, foi ao local e se deparou com as vítimas do lado de fora do avião. Ela providenciou um veículo para levar as vítimas até o Pronto-socorro municipal de Pirajuí.
O empresário Fábio Pinto foi medicado das escoriações sofridas na boca e supercílio. Valéria sofreu luxação no ombro e escoriações nos cotovelos. Após exames, eles foram medicados e liberados.
Nenhum deles foi localizado ontem para falar sobre o acidente. Nas lojas da rede, funcionários alegaram que não estavam autorizados a fornecer o local onde as vítimas estavam se recuperando do susto.
O delegado César Ricardo do Nascimento, da Delegacia de Polícia de Pirajuí, registrou o caso como lesão corporal culposa e abriu inquérito para investigar as causas do pouso forçado. Ontem, peritos do Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos realizaram a perícia na aeronave e terão 30 dias para emitir os laudos.
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