Greve da Unesp já dura quase 100 dias e afeta mais de dois mil alunos


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A greve de funcionários e professores da Unesp em Franca completa 98 dias nesta sexta-feira. Eles pedem reajuste salarial de 9,78% e a reitoria propôs um abono de 21% sobre o mês de julho e aumento do vale refeição de 41,6%. Ambos não foram aceitos. A reunião entre grevistas e Cruesp (Conselho de Reitores das Universidades Estaduais de São Paulo) na próxima quarta, 3, em São Paulo, deve dar um rumo definitivo às negociações. 
 
De acordo com o presidente da Asucaf (Associação dos servidores da Unesp-Campus de Franca), Carlos Augusto de Carvalho, falar em três meses de greve sem solução é desagradável. “É uma situação de caos onde corremos o risco de não repôr o ano letivo. Agora, aguardamos essa semana decisiva para que a reitoria da Unesp possa sinalizar com alguma proposta”, afirmou.
 
Segundo um dos representantes do movimento estudantil, Raul da Silva Carmo, 22, os estudantes também deveriam participar na reunião da próxima semana com o Cruesp para negociação. “Enviamos relatório mas até o momento não nos responderam se teremos espaço para falar no dia. Os estudantes querem três coisas: maiores investimentos em permanência estudantil; a reposição de verbas para os grupos de extensão em projetos que visam à comunidade; e uma maior democratização da gestão universitária”, disse.

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