Propaganda eleitoral


| Tempo de leitura: 1 min
Iniciou no último dia 19 de agosto a propaganda eleitoral no rádio e na televisão. Os candidatos terão têm até 2 de outubro para apresentar suas propostas aos eleitores, e, com isso, tentar ganhar seus votos, especialmente dos ainda indecisos.
 
É importante destacar que, ao contrário do que se apregoa, a propaganda não tem nada de gratuita. Todas as emissoras, até porque são empresas privadas, têm todo o direito de compensar o tempo despendido com descontos tributários. 
 
Assim, em última análise, a propaganda eleitoral é paga pelo conjunto da sociedade.
 
Pela ação competente do marketing, os programas tentam mostrar o candidato como um ‘produto de qualidade’, e, com isso, captar a vontade do eleitor. É evidente que em alguns casos, não obstante todo o esforço, profissionalismo e a emoção empregados pelas agências de publicidade e grandes equipes de marketing, nem sempre conseguem vender o ‘produto’.
 
Há quem sustente, com razoável razão, que as mídias eletrônicas, através das redes sociais, seriam, na atualidade, mecanismos mais poderosos que a propaganda no rádio e na televisão, isso em razão da intensidade e da velocidade próprias delas, capazes de disseminar informação num átimo de tempo. 
 
Com toda essa modernidade, os tradicionais comícios de outrora perderam força e estão praticamente sepultados.
 
Tenho um amigo que assiste aos programas eleitorais e o faz com muito gosto. Para ele, a propaganda de alguns candidatos ‘caricatos’ acaba sendo o melhor programa humorístico da TV. 
 
Pessoalmente, sinto falta de propostas concretas para os grandes problemas do país, os relacionados à saúde, educação, segurança pública, habitação, saneamento básico, etc. 
 
Os candidatos preferem ficar na periferia desses graves problemas, ou porque não têm propostas factíveis para resolvê-los, ou para não se comprometerem, caso eleitos. 
 
Setímio Salerno Miguel
Advogado empresarial e professor da Faculdade de Direito de Franca
 
 

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários