Sindicato pede prisão de donos da Tenny Wee


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Fábio Cândido, presidente do Sindicato dos Sapateiros, fala aos funcionários da fábrica que encerrou atividades na semana passada
Fábio Cândido, presidente do Sindicato dos Sapateiros, fala aos funcionários da fábrica que encerrou atividades na semana passada
O Sindicato dos Sapateiros de Franca entrou com uma ação na Justiça Federal denunciando supostos crimes da empresa de calçado Tenny Wee. No documento, é solicitada a decretação da prisão preventiva dos sócios proprietários da empresa. O advogado Márcio de Freitas Cunha pediu a apuração de crimes de desrespeito aos deveres trabalhistas e previdenciários. A ação se relaciona à demissão de cerca de 400 funcionários na última sexta.  “Foi declarado pelo Sindicato que os funcionários têm como provar que foi descontado o INSS da folha de pagamento, mas que não foi recolhido aos cofres públicos. Agora tivemos a notícia mais grave, ou seja, que alguns funcionários tinham empréstimos consignados junto a instituições financeiras e a Tenny Wee descontava, mas não pagava o banco, assim os funcionários ficaram com o nome negativado”, explicou. 
 
Márcio Cunha foi responsável pelo procedimento que explicita os delitos de apropriação indébita previdenciária e sonegação de contribuição previdenciária, envolvendo Fundo de Garantia não depositado e férias vencidas. O requerimento foi distribuído para a 2ª vara da Justiça Federal e aguarda apreciação do juiz. “Pelo volume de funcionários envolvidos e em razão do fato dos proprietários sumirem e não darem informações, a chance de decretação da prisão preventiva é grande”, afirma Márcio. Entre os sócios apontados no documento não consta o diretor Alexandre Henrique Ferreira, que administrava a Tenny Wee. A empresa está cadastrada no nome de Breno Arley Ferreira e Joselino de Souza Ferreira Martins. 
 
De acordo com o presidente do Sindicato Fábio Cândido, além da ação criminal,a organização entrou com uma ação trabalhista para agilizar a liberação do seguro-desemprego e a liberação do fundo de garantia. O requerimento envolve cerca de 700 funcionários, pois considera os demitidos em 2013. Ex-funcionários da Tenny Wee procuraram ontem o sindicato para resolver a situação do seguro-desemprego e tentar garantir direitos.
 
Um braço da Tenny Wee, a empresa Schio, também demitiu ontem seus funcionários. De acordo com ex-funcionários, a produção parou na quinta-feira passada, pois todas as máquinas da empresa teriam sido retiradas devido ao não pagamento do aluguel. Na manhã de ontem, funcionários foram à empresa. “A gente está esperando a papelada para conseguir receber o seguro-desemprego e o fundo de garantia. Aqui tem 45 funcionários e todos foram dispensados”, afirmou a pespontadeira Isabel Cristina Pereira, 28. A situação da Schio foi comunicada aos funcionários pelo diretor Breno Arley Ferreira.
 
Falência
A advogada da Tenny Wee, Luciana Figueiredo, não foi encontrada ontem para falar sobre o assunto. Apesar de várias ligações, nenhuma foi atendida ou retornada até o fechamento da edição. 
 
Ao site “G1”, ela teria dito que a empresa deve anunciar falência esta semana. 

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