Os familiares do menino Miguel relataram que ele passou a sentir febre e fortes dores de ouvido no início do mês e buscou atendimento na Unidade Básica do Jardim Aeroporto III, bairro onde morava com os pais. Ainda de acordo com a família, na UBS, a médica pediatra informou que o quadro do menino era apenas resultado de uma “manha”. No domingo, último 10, após consulta no Pronto Socorro Infantil, o estado da criança levou o médico a suspeitar de meningite bacteriana e a encaminhou para internação na Santa Casa. Segundo registros, o horário de entrada se deu às 19h50 na pediatria.
De acordo com Simões, a dificuldade de diagnóstico varia entre a meningite viral e bacteriana, que segundo o pediatra, possui sintomas mais evidentes. “Alguns sintomas podem levar o médico a pensar em meningite. A criança enferma costuma apresentar vômito, sonolência, recuso alimentar, irritabilidade e a moleira pode ficar abaulada, ou seja, um pouco levantada. Lógico que várias outras doenças podem sugestionar estes mesmos sintomas. É o momento do médico avaliar esta criança com muito, mas muito cuidado”.
Além da dificuldade em excluir outras doenças com sintomas parecidos, a meningite pode ser mascarada, segundo o pediatra, por algum antibiótico que a criança esteja tomando e possui caráter evolutivo. “Nas crianças maiores, podemos notar um quadro mais evidente de rigidez de nuca, de alguns reflexos que o médico consegue examinar. Além disso, a criança maior relata dor de cabeça, vômitos e outros sintomas que farão o médico pensar e considerar melhor esta doença”.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.