Tempo seco em Franca aumenta riscos de proliferação de novos casos de meningite


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Foto de arquivo
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A morte do menino Miguel Schentl de Oliveira, de apenas um ano, na última segunda-feira, dia 18, vítima de meningite, trouxe um alerta e preocupação para a grave doença. Dados da Secretaria Municipal de Saúde de Franca mostram que os casos são registrados durante todo o ano. O médico pediatra Eduardo Simões, no entanto, ressalta que o tempo seco é propício para a proliferação dos vírus e bactérias que causam a doença.
 
De acordo com levantamento da Secretaria de Saúde, no ano passado, 43 casos de meningite foram registrados na cidade. Este ano, até o momento foram contabilizados 16 casos. Não foi divulgada a quantidade de registros por tipo de meningite, sendo que as principais são viral, bacteriana e fúngica. No caso de Miguel de Oliveira, a morte foi provocada por vírus, conforme diagnóstico da Santa Casa.
 
Apesar da preocupação ser maior em certas épocas do ano, o pediatra Eduardo Simões explica os fatores que podem facilitar o contágio da doença. “Nas épocas secas do ano como no inverno, os vírus e as bactérias estão mais em evidência. Portanto, sempre é um sinal de alerta para que as famílias procurem logo um atendimento quando notarem que algo de errado está acontecendo com a criança. Além disso, a falta de leite materno, ida precoce para escolinhas, creches e berçários (onde as crianças têm contato direto com outras da mesma idade) e o calendário de vacinas desatualizado também ocasionam preocupantes e podem contribuir para o aparecimento da doença. Os primeiros anos de vida é o reflexo do que será lá no futuro”, comentou Simões. 
 
Preocupado com o público sujeito à doença, o médico faz um alerta importante. “Não tem uma proteção ainda que garanta a elas (crianças) uma defesa natural. Nestes locais (escolas e creches) acontecem uma aglomeração muito grande de crianças. Por mais cuidados de higiene e tudo que tenham estes lugares, existe a respiração de um aluno perto do outro que acaba sendo um veículo de contaminação”.
 
Vacinas
Atualmente, a rede pública de saúde fornece, segundo a Prefeitura, as vacinas contra meningite meningocócica Tipo C, pneumocócica (10 valente) e haemophilus (pentavalente). Todas são aplicadas de acordo com os meses de vida ou anos recomendados (confira quadro mais informações sobre meningite). Elas protegem contra as meningites bacterianas, consideradas as mais graves. Não há vacinas contra as meningites chamadas virais.
 
“As mães devem fazer de tudo para que o calendário de vacinação esteja em dia para proteger as crianças. Além das vacinas contra a meningite, lógico que todas as outras também são importantes. Algumas doenças como, por exemplo, sarampo, caxumba e rubéola podem causar meningite virais. Por isso, por tabela, as crianças que recebem as vacinas que protegem contra as outras doenças acabam bloqueando também o transmissor da meningite, principalmente no caso da viral”, esclareceu o médico.
 
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