Escolas completam um ano sem Proerd e à espera de programa contra drogas


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Imagem de arquivo mostra alunos em formatura do Proerd
Imagem de arquivo mostra alunos em formatura do Proerd
Mais de um ano após a Prefeitura de Franca suspender as aulas do Proerd (Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência), promovido pela Polícia Militar nas escolas municipais da cidade, professoras da rede denunciaram nesta semana que o programa ainda não foi substituído. As aulas foram retiradas pela Secretaria de Educação no começo de agosto do ano passado com a justificativa que a grade curricular estava lotada e o programa seria trocado por um novo a partir de 2014.
 
Passados mais de 12 meses da promessa e sete meses desde o início do ano letivo, o projeto substituto do Proerd ainda não entrou em operação e os alunos de 5º ano, atendidos pelo programa, continuam sem as aulas de educação preventiva ao uso de drogas.
 
Para uma professora da rede, que durante muitos anos acompanhou o trabalho realizado pelos policiais em sala de aula, a orientação faz falta e não há previsão para implantação de um projeto semelhante que alcance o mesmo objetivo do anterior. “Nós professoras não temos o mesmo conhecimento e metodologia para falar sobre o assunto. Podemos, sim, tratar do tema, porém será de maneira superficial.”
 
Na opinião de uma outra professora, que leciona na escola municipal “César Augusto de Oliveira” e que pediu para não ser identificada, o Proerd tinha eficácia, pois dava resultado em sala de aula. “Já tive alunos usuários e traficantes de drogas em sala de aula e os policiais do projeto conseguiam dialogar muito bem com eles. Estou indignada por nada ter sido feito até o momento. E se disserem que o projeto está sendo substituído é mentira.”
 
Outras duas funcionárias da rede, que também preferiram não se identificar, disseram que as explicações ou orientações dadas nas escolas sobre o tema ocorrem esporadicamente, por decisão do próprio professor e sem acompanhamento. Segundo elas, não há na rede uma capacitação ou uma diretriz para que os professores possam tratar do assunto com conhecimento.
 
Quando suspenso, além de professores, alunos, pais e até vereadores e policiais se manifestaram contra a decisão do prefeito Alexandre Ferreira (PSDB).
 
Reação
Em nota, a Polícia Militar informou que desde a implantação do programa na cidade em 1997 mais de 165 mil crianças foram atendidas. Somente no primeiro semestre desse ano, foram 5,6 mil alunos de 30 escolas. Ainda, segundo a PM, apesar do cancelamento do programa na rede municipal os policiais aplicadores da metodologia não ficaram ociosos, pois acabaram deslocados para outras escolas da região que não eram contempladas.
 
A secretária municipal de Educação, Fabiana Sampaio, foi procurada em dois dias diferentes - quinta-feira, 21 e sexta-feira, 22 - porém não retornou os recados deixados com sua secretária Fabiana Pimenta para tratar do assunto.
 
Nesta mesma semana, na seção Tô Puto publicada no jornal Comércio da Franca, uma mãe questionou a Prefeitura de Franca sobre a extinção do programa e por ainda não ter colocado um projeto substituto. Em nota, a Prefeitura informou que “a Secretaria da Educação mantém ações articuladas em toda rede municipal sendo abordados assuntos como as drogas e suas consequências”. Ainda segundo a assessoria, são realizados trabalhos pontuais das equipes de orientadores pedagógicos e assistentes sociais. 

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