Cidade das flores


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Um espetáculo natural composto por cores e exuberância tem chamado a atenção de quem passa pelas ruas e avenidas de Franca. Ipês com copas amarelas, rosas, roxas e, em breve, brancas tomam a paisagem marcada por dias secos. Os grandes buquês são os primeiros a aparecer e encantar. Em seguida, as flores, em sua sequência natural, começam a cair, mas não interrompem o espetáculo e dão forma a imensos tapetes de pétalas que colorem as calçadas, ruas e rotatórias.
 
Com variedades, as cores vibrantes dos ipês surgem entre junho a setembro. O primeiro a se apresentar é o ipê-roxo, depois o amarelo e por último o branco. Este ano, foi possível notar que algumas cores floresceram juntas. 
 
Os cenários servem como ponto de inspiração para fotos e vídeos feitos por francanos e visitantes e como morada para pássaros de diversas espécies, inclusive tucanos. Para a engenheira agrônoma aposentada Olga Toledo, toda esta beleza vai muito além. Ela é a responsável pela origem da maioria dos ipês que estão plantados pela cidade. “Trabalhei com cinco prefeitos e na gestão de todos eles, plantei ipês. Durante 20 anos, eu e minha equipe plantamos árvores em todas as avenidas e ruas. É uma alegria muito grande e um prazer enorme vê-las todas tão exuberantes. Sempre falo que minha profissão me deu um retorno muito bom, me realizei profissionalmente.”
 
Eterna amante da natureza, Olga se diz triste pela ausência de mais árvores pela cidade. Ela relata que tentou plantar muitas outras, mas, na maioria das vezes, recebia a negativa das donas de casa por conta da queda de folhas e flores. “Quando estava na Prefeitura, elas telefonavam e eu falava que flores e folhas não constituem sujeira. Na verdade, temos que olhar os benefícios que as árvores nos trazem, inclusive, a nossa vida depende delas, do oxigênio que elas fabricam. Sem ele o que seria de nós? Na porta da minha casa tem duas árvores na calçada. Realmente todo dia temos que varrer a calçada, mas compensa por elas serem pouso e dormitório de uma dezenas de pássaros.” 

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