A falta de uma casa da mulher vitimizada


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O saudoso médico Álvaro Azzuz, quando foi vereador, começou um movimento para instalar e fazer funcionar uma casa da mulher vitimizada em Franca, mas não chegou a ver esse sonho realizado. Depois, com o surgimento da Lei Maria da Penha, esperava-se que diminuísse o número de mulheres agredidas por seus companheiros, mas a verdade é que continuamos a acompanhar o relato de boletins de ocorrência neste sentido, e mesmo assim, grande parte das vítimas evita representar contra os agressores. E por duas razões principais: Primeiro, que elas temem represálias dos companheiros ao deixarem a cadeia, prometendo até matá-las. A maioria não dispõe de recursos materiais para sustentar os filhos e a si próprias. O sonho do então vereador Álvaro Azzuz ficou congelado, mas deveria ser encarado pelo poder público, numa parceria entre município e Estado, que têm a responsabilidade de garantir a segurança das pessoas. Uma casa para mulheres vitimizadas e seus filhos durante um tempo, com garantia de segurança, alimentação e abrigo e acompanhamento psicológico não seria tão difícil de se manter, e talvez nem custasse o que é gasto com um Centro Pop. Até porque os agressores poderiam ser obrigados a pagar um valor para a estadia da companheira e os filhos, determinado e acompanhado pela Justiça. Enquanto isso não acontecer, elas vão continuar ameaçadas e agredidas, com medo de abrir a boca. Uma casa assim só depende de vontade política. O resto é pura demagogia.

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