Aos de boa vontade segundo os conceitos cristãos, transmite confortadora segurança ouvir de pessoas queridas a expressão ‘vá com Deus’, ou, ‘fique com Deus’.
É bem verdade que, atualmente, a sintetizaram para o ‘com Deus!’, valendo tanto para quem fica como para quem se afasta.
A locução, todavia, não é importante em si mesma, mas na sinceridade de quem a profere.
Entretanto, cabe questionar: para que o recomendado vá com Deus, basta que se lhe expresse o desejo? A resposta é não!
É bom que nos convençamos de que mais vale que a parte que ouve a recomendação prepare-se — ou mantenha-se, caso já estiver preparado —, para harmonizar-se com os desígnios divinos, fazendo-se, assim, seguro e tranquilo na viagem que inicia, por exemplo.
São os nossos pensamentos e ações que nos confirmarão se ‘Deus está ou não está conosco’. De que adiantaria aspirarmos a paz se cultivamos o ódio contra os que não nos comungam os interesses? De que valeria falarmos no amor se só amamos aqueles que concordam com o que somos e fazemos? Em que resultaria desejarmos ser bem sucedidos em nossas empreitadas, se, invejamos o nosso próximo?
O nosso Mestre Jesus, quando disse: ‘Se a vossa Justiça não for maior do que a dos publicanos, que mérito tereis?’
A proposta do Cristo, portanto, é a de transcendermos as atitudes comuns daqueles que desconhecem o seu ensinamento.
É preciso combater em nós mesmos o automatismo da maldade, essa forte tendência de sempre respondermos o mal com o mal. Com efeito, é o Evangelho que nos dita a conduta que nos levará a vencer a nós mesmos, qualificando-nos para a ventura infinita.
E, para estarmos com Deus, ou irmos com Deus é preciso que elevemos o nosso padrão mental, que perdoemos, que tenhamos fé, e sobretudo, dediquemo-nos à prática do bem incondicional.
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca
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