Franca registra pior mês de julho desde 2003


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A geração de postos de trabalho em Franca obteve em julho o pior saldo para o mês desde 2003. Os dados são do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho. Segundo a estatística, o número de vagas caiu em 593 ante uma queda de 405 em julho do ano passado e saldos positivos em anos anteriores (Veja quadro). Desde 2003, quando começou o levantamento, o melhor saldo em julho foi registrado em 2008, com 1.272 empregos criados.
 
A geração de vagas na cidade vem na decrescente este ano, que começou com um saldo positivo em janeiro de expressivas 3.498 novas vagas de trabalho e diminuiu gradativamente até gerar apenas 115 em maio. Em junho houve o primeiro número negativo de 2014, com menos 424 postos de trabalho. O último mês de julho bateu o recorde negativo do ano e do mês nos últimos anos. Ao mesmo tempo, dentro das 593 baixas, o setor industrial fechou 474 postos.
 
Segundo o presidente do Sindifranca (Sindicato da Indústria de Calçados de Franca), José Carlos Brigagão do Couto, já era esperado que houvesse um saldo negativo entre admissões e demissões em julho. “Os números negativos podem ter sido agravados pela situação econômica geral do país. Ocorre que muitas indústrias optaram por fazer acordos de folga e até férias coletivas, o que é uma situação temporária. A atividade produtiva deve ser retomada neste início de setembro, quando começam a chegar os pedidos para o final de ano”, afirmou.
 
As demissões voltaram a preocupar o setor calçadista. Segundo levantamento do Sindifranca, somente esta indústria foi responsável por menos 330 postos de trabalho no último mês. A escassez de pedidos, consequência da queda nas vendas, é apontada como a principal causa para as baixas do setor em Franca. Este mês a empresa Tenny Wee realizou uma demissão em massa (leia mais na página 4).
 
O presidente do Sindicato dos Sapateiros, Fábio Cândido, também manifstou preocupação. “Nas últimas semanas, em média, 30 rescisões têm sido homologadas por dia aqui chegando a um pico de 50 em alguns deles. O Governo Federal precisa dar incentivos fiscais que façam baixar o preço final do produto e levem ao aumento do consumo no país”, apontou.
 
O setor calçadista é o que mais sofre. Mas, além da indústria, também houve declínio na geração de vagas no setor agropecuário, que perdeu 168 postos de trabalho no último mês.
 
Para o gerente de produção da Tenny Wee, William Garcia, que acaba de perder o emprego, a solução é trocar de ramo. “Vou tentar encontrar um outro trabalho. Tenho família para sustentar e uma casa para manter”, lamenta.

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