O cruzamento da rua General Telles com a Homero Pacheco Alves, no Centro de Franca, tem assustado quem mora ou trabalha na região. O gerente Wilson José de Souza, 37, de uma empresa de calçados que fica próxima s vias, fez um requerimento na prefeitura, protocolado em 17 de junho deste ano, para tentar achar uma solução que diminua os perigos. No documento, ele justificar os riscos por meio de fotos e explicações. Em uma das imagens, ele afirma que “na rua de duas mãos, o risco de colisão é grande ao se virar à esquerda na Homero Alves”.
A resposta da Prefeitura foi de que a sinalização estava adequada, assim o problema no cruzamento seria o desrespeito dos motoristas às regras. O gerente reconhece que muitos problemas são relacionados ao mau comportamento dos motoristas. Só que ele e outros moradores da região dizem que a alta velocidade potencializa a possibilidade de acidentes. Ele comenta que há algumas semanas dois acidentes, sem vítima fatal, ocorreram quase em sequência. “Saímos para almoçar às 11 horas e havia um acidente. Meio dia e meia, havia outro. Nosso pedido é que se coloque uma lombofaixa ou um semáforo”, afirma. O tenente do Corpo de Bombeiros de franca, Marcel Filippin, informa que “de 1º de janeiro d a 30 de julho de 2014, a guarnição atendeu 19 ocorrências na Rua General Telles”. Elas, porém, não se restringem ao cruzamento, pois foi considerada a rua desde o bairro Estação até o Centro.
Uma dona de casa de 69 anos, moradora também das proximidades, foi outra a reclamar. “Tem muito acidente. Já teve acidente com morte aqui”. Outro morador ,de 73 anos, conta que mora no local há 50 anos e está cansado de ver batidas e imprudências no cruzamento. “Já teve um carro que invadiu a garagem da minha casa”.
Sérgio Buranelli, secretário de Segurança e Cidadania, explicou a situação. Para ele, transformar a rua Homero Pacheco Alves em mão única não é solução, pois poderia atrapalhar o trânsito. “Colocar lombofaixa não é adequado e nem semáforo na General Telles por causa da subida. A secretaria vai pedir junto à polícia militar que seja feito um monitoramento com o uso de radar para coibir o excesso de velocidade na região”, disse. No entanto, não há prazo para essa iniciativa.
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