‘A noite e a morte'


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A grande mão da noite,
com anéis-estrela nos dedos
oculta o mundo.
 
Mas ele não dorme,
nem repousa de leve.
Só os mortos descansam,
imóveis e gelados para sempre,
como sinais tenebrosos 
de que a vida é curta e os prazeres, efêmeros.
 
Ao menos podemos pensar que a mão da noite
não alcançou nossos mortos,
mas que suas almas viajaram,
com as malas cheias de virtudes,
para um paraíso onde o dia é eterno
e há luz inextinguível.
 
 
Ronaldo Silva, vendedor,  universitário
 
 

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