Redes sociais e eleição


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O Brasil vai às urnas. Com a ‘concorrência’ alta, candidatos estão nas redes sociais. Muito está sendo feito com base no exemplo de Obama, eleito presidente norte-americano em 2008. Ele criou uma espécie de ‘rede social’, o MyBarackObama.com para eleitores criarem blogs de discussão. Também fez o YouBama, onde os usuários podiam subir vídeos dizendo se votariam, ou não, nele. Usando 2% do seu budget para redes sociais, conseguiu arrecadar 100 milhões de dólares para a campanha, o que correspondeu a 87% do total. Dando voz às pessoas, não se tornou invasivo e recebeu muito apoio espontâneo. 
 
Em São Paulo e no Rio de Janeiro, candidatos estão apostam em canais interativos, com rede de blogs, fórum para sugestões e vídeos. A novidade está no WhatsApp: o candidato é visto como se fosse ‘recomendação’ de um amigo. Vale ressaltar que estas redes não devem ser esquecidas após a eleição. 
 
Quanto à defesa do eleitor, estão vetados anúncios pagos como Facebook Ads, LinkedIn Ads, Youtube Ads, Twitter Ads e banners em blogs de terceiros; compra de banco de dados (comum para quem faz e-mail marketing); divulgação de campanha em sites de pessoas jurídicas ou órgãos do governo; mídia paga, como Adwords. O eleitor pode denunciar violações dessas regras a canal especial do TSE (Tribunal Superior Eleitora). 
 
A preocupação tem que estar focada em que o eleitor veja mídias sociais como canais de debate direto, humanizando a imagem política. A ideia é que a população deixe de ver política como algo distante e se integra, ‘trabalhado em conjunto’. Há que se pensar no comodismo nos internautas. Os ‘sofativistas’ estarão muito presentes durante a eleição. Cabe a cada cidadão deixar de lado as selfies para pensar no coletivo. O marketing político mudou. Falta mudar o comportamento dos eleitores. 
 
Débora Carvalho
Analista de mídias sociais da Redsuns

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