O desenvolvimento da tecnologia é processo irreversível. Como pensar em um mundo sem os avanços da medicina, as descobertas da ciência, o progresso nas telecomunicações? A revolução tecnológica do século 21, relacionada à produção de chips, nanotecnologia e robótica, trouxe um mundo digital incorporados nos laptops, smartphones, tablets e outros aparelhos que fazem a cabeça das gerações Y e Z. Apesar de tudo isso, a educação ainda caminha a passos lentos. Ainda são poucas as escolas, principalmente da rede pública, que utilizam computadores ou lousas interativas. Não é de se estranhar, então, que ainda exista preconceito contra os cursos de educação à distância (EaD). Apesar do crescimento da demanda, empresas desconfiam de currículos de candidatos assim graduados, principalmente em cursos mais técnicos, como os de engenharia.
Segundo especialistas, a rejeição ocorre tanto em grandes companhias quanto nas de menor porte. Já nas carreiras de gestão os cursos são mais aceitos, porque não dependem de laboratórios ou atividades de campo. A EaD leva a estudantes de fora dos grandes centros a mesma qualidade de ensino disponível a moradores de metrópoles. Também existe a falsa ideia de que esses cursos são menos exigentes. Quem pensa assim, erra. Na maioria dos casos, EaD exige organização e disciplina.
O CIEE, em luta por inserção de jovens no mercado de trabalho, propõe estágio como forma adequada de trabalhar a prática do aluno de EaD nas empresas e órgãos públicos, possibilitando-lhe vivenciar a carreira escolhida e complementar a formação teórica. Também oferece vários cursos gratuitos de EaD através do portal www.ciee.org.br. A educação não pode lutar contra a tecnologia, mas precisa aproveitar o que ela traz de benefícios para o ensino-aprendizagem.
Luiz Gonzaga Bertelli
Presidente do CIEE (Centro de Integração Empresa-Escola), diretor da Fiesp
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