Das ruas para as urnas...


| Tempo de leitura: 2 min
Começou a importante veiculação da propaganda eleitoral no rádio e na televisão. É período em que candidatos, seguindo normas, apresentam ao eleitorado as suas propostas de trabalho. Muito criticado por não atender a expectativas promocionais dos próprios candidatos e não ser ao gosto estético dos telespectadores e ouvintes de rádio, costuma ser rejeitado por consideráveis parcelas da população.Mesmo com suas limitações, é importantes fonte de informação e análise para a decisão de voto. 
 
Desde o começo da República, o sistema eleitoral brasileiro apresenta dificuldades na relação do candidato com o eleitor. O povo sempre foi tido como massa de manobra, tanto da direita quanto da esquerda. Hoje, mesmo com a tecnologia disponível, ainda temos muitas interrogações. Não temos mais os comícios que pontificaram no populismo, mas dispomos de formidável estrutura de informações. A população tem acesso fácil à tv, rádio, jornal, celular, etc. Se prestar atenção, fica mais fácil escolher. Este GCN tem contribuído, há dez anos, com suas sabatinas políticas, formato relevante que permite, inclusive, perguntas de internautas. 
 
Falta, no entanto, motivação do eleitor para participar do processo eleitoral. É preciso dizer ao cidadão comum que é de seu interesse saber dos candidatos, além de suas propostas, sua competência e honestidade, para votar conscientemente. E que, se por incredulidade ou qualquer outro motivo, anular ou votar em branco, mesmo que como protesto, estará simplesmente renunciando ao direito de participar. Depois não adiantará sair às ruas em protesto.
 
O grande desafio do Brasil, hoje, é motivar o eleitorado a conhecer todos os integrantes da disputa e o que pensam para, assim, votar da melhor forma. Além de promover seus candidatos, marqueteiros de campanhas prestariam grande serviço à nação se fizessem algo que mexesse com os brios do eleitor e o levasse conscientemente às urnas. Essa seria uma verdadeira obra de salvação nacional... 
 
Dirceu Cardoso Gonçalves
Tenente, diretor da Associação de Assistência Social dos Policiais Militares de São Paulo
 
 

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários