Pais denunciam agressão após aluno se negar a ver pornô


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Imagem de arquivo meramente ilustrativa
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O pai de uma criança de 10 anos de uma escola estadual da Zona Norte de Franca registrou boletim de ocorrência relatando que seu filho sofreu agressões e ameaças. O motivo teria sido sua recusa em assistir vídeos pornográficos que teriam sido mostrados a ele por um aluno durante a aula de informática. 
 
O estudante do 6º ano foi chamado por colegas de classe para ver o conteúdo em um computador da escola durante a aula. Ele não gostou e denunciou o caso para a inspetora e depois a seus pais. “Eu registrei um boletim de ocorrência de preservação do direito do meu filho, mas tive que falar sobre o que motivou a ameaça que foi o caso dos vídeos pornográficos. Isso é pior que a própria agressão”, afirmou o pai da criança. 
 
O pai foi chamado para buscar o filho mais cedo na unidade estudantil por supostamente ele ter sido agredido. Inicialmente, a diretoria da escola teria considerado a agressão “pouco grave” e disse que decidiria quais medidas seriam tomadas.
 
A mãe da criança foi até o Conselho Tutelar na terça-feira à tarde para cobrar um posicionamento mais rigoroso da escola. Ela foi orientada a se reunir com o diretor da escola para um segundo esclarecimento da situação. A reunião ocorreu ontem. “Agora interditaram a sala de informática para averiguar o caso. O diretor me disse que foi trocado um aparelho que poderia estar sem a senha de controle e que os monitores passariam por novo treinamento até que tudo seja esclarecido”, afirmou, ontem à noite, a mãe do menino.

Resposta oficial
O diretor da instituição esclareceu que “há um acompanhamento assíduo dos alunos e não há liberdade para esse tipo de atitude. Nada está claro ou confirmado ainda em relação a esse acesso a sites pornográficos”, disse à reportagem no início da tarde de ontem. À noite, o diretor não foi encontrado. Por e-mail, a secretaria de Educação esclareceu que o controle informatizado via Acesso Escola bloqueia possíveis tentativas de assistir conteúdos indevidos. Além disso, nas aulas de informática, existe a presença do professor e de um monitor.
 

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