Eu maior


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Na Internet está disponível um documentário com esse título. Assisti por indicação de uma amiga e resolvi partilhar alguns fragmentos. Trata-se de um documento sobre autoconhecimento e felicidade. São entrevistas com várias personalidades como lideres espirituais, artistas e esportistas. Esse título, e o próprio documentário me fizeram refletir sobre vários assuntos da minha vida. Sabemos que a ciência, a arte, a religião e a filosofia são caminhos que nos ajudam a lidar com as nossas angústias. A ciência trabalha o ‘como’ das coisas; a ciência, a religião e a filosofia os ‘porquês’. 
 
Deus existe? Quem sou eu? O que sou eu? Como funciona o ser humano? Será que tudo está interligado? Várias são as respostas, mas o conhecimento é cercado pelo desconhecido e, quanto mais conhecemos, paradoxalmente, mais cresce o ainda desconhecido. Precisamos saber que nunca teremos todo o conhecimento do mundo, mas que isso não torna menos humanos. Na verdade nos torna mais humanos, e menos deuses. O conhecimento é infinito. 
 
Na medida em que nos ajustamos profissional e emocionalmente, é natural fazer questionamentos acima. Nenhum de nós conhece o suficiente. É a busca pelo conhecimento que nos torna pessoas melhores. Conhecer é também saber que não teremos satisfação definitiva, e que o sofrimento permitem o crescimento. Discernir os problemas permite obter soluções, e isso exige lidar com angustias e incertezas. 
 
Como estamos planejando nossa vida? Não refletimos tanto sobre isso. Vivemos sem dar valor ao que realmente importa. O que é básico é espalhar belezas. É difícil falar de nossas qualidades. Quando falamos, falamos do que desejamos que os outros acreditem que somos. A qualidade de alguém se mede pelo que ela fala dos outros. Qualidade que devemos cultivar é que o saber me incompleta, me torna faltoso e me faz depender do outro que me completa. A felicidade está na originalidade e na igualdade existente em cada um de nós. Sejamos felizes!
 
Acir de Matos Gomes
Advogado, professor universitário
 

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