Mais um protesto contra a impunidade em crimes de trânsito e por uma lei seca mais severa aconteceu sábado, 16 de agosto. Familiares e amigos se reuniram em uma passeata para lembrar as mortes de Aparecida das Graças Ribeiro, 62, e Roselane Henrique Rafael,34, vitimadas na avenida São Vicente, e de Drielly Vitória Fortunato Motareli, 6, morta em 2013. Todas foram causadas por motoristas bêbados.
O movimento foi motivado pela concessão de liberdade provisória ao sapateiro Luís Fernando Barbosa Silva, 28, que atropelou as duas mulheres na Avenida São Vicente em 20 de julho. Ele foi solto em 5 de agosto, após ficar preso 17 dias no CDP de Franca (Centro de Detenção Provisória).
O grupo saiu da casa de Pâmela Mendes ,25, filha de Aparecida Ribeiro na rua Antônio Lobosqui, Jardim Ângela, rumo ao Fórumpor volta das 14h30 da tarde de sábado. Com camisetas tendo a foto das vítimas, o grupo pendurou na entrada do Fórum cartazes com dizeres como “o culpado ainda está em liberdade” e “mudanças nas leis de trânsito”.
Familiares pediram maior consciência dos motoristas sobre a mistura de álcool e direção. “Nada vai trazer minha mãe de volta, mas que a justiça seja feita para as pessoas se conscientizem“, afirmou Pâmela. “O filho de dois anos está chamando pela mãe e tem emagrecido. O marido dela nem veio, ficou em casa chorando”, contou a sobrinha de Roselane, Camila Renata Santana da Silva, 20.
A mãe de Drielly, a sapateira Lucimar Aparecida Fortunato, 40, acompanhou o protesto. A menina foi atropelada no Jardim Luiza II em dezembro do ano passado, “Eu espero que pelo menos esse caso tenha punição, já que da minha filha não teve, mesmo oito meses depois”. A passeata terminou com uma roda de oração e com gritos de justiça.
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