Em uma hora, dois acidentes e três mortes na Fábio Talarico


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Carro ficou totalmente destruído após violento acidente ocorrido em rodovia da região. Mateus Alves, 25, e Romário de Souza, 26, (destaques, esq p/a dir.) morreram
Carro ficou totalmente destruído após violento acidente ocorrido em rodovia da região. Mateus Alves, 25, e Romário de Souza, 26, (destaques, esq p/a dir.) morreram
A imprudência pode ter sido a causa de dois graves acidentes que aconteceram em curto espaço de tempo e muito próximos entre si, na Rodovia Fábio Talarico. Os desastres ocorreram no início da noite de ontem, entre Franca e São José da Bela Vista, e resultaram em três mortes. No primeiro deles, por volta das 18 horas, dois rapazes morreram após uma dupla colisão seguida de capotamento no quilômetro 54 da rodovia. 
 
Segundo informações preliminares, o trecho da Fábio Talarico, que está todo em obras para duplicação da via, estava com o tráfego retido no sentido para Franca. Quando a pista foi liberada, um Honda Civic, de Ipuã, cujos ocupantes vinham para Franca onde participariam de um congresso de Testemunhas de Jeová, fez uma longa ultrapassagem, mas não conseguiu retomar sua mão de direção.
 
No sentido contrário, em um trecho de descida, vinha o Gol, também de Franca, com Romário Vinicius de Souza, 26, e Mateus Aparecido Cândido Alves, 25, que dirigia o carro. Os dois haviam saído de uma propriedade às margens da rodovia e seguiriam para São José da Bela Vista onde Souza morava. Várias testemunhas ouvidas pela reportagem afirmaram que o Gol estava emparelhado em altíssima velocidade com uma Saveiro, que desapareceu após o acidente.
 
O Gol e o Civic bateram lateralmente. Com o impacto, o primeiro rodopiou na pista várias vezes e atingiu com violência a frente de uma caminhonete F 250, de Frutal (MG), dirigida por José Carlos Faria, acompanhado por um amigo.
 
Com a batida, o Gol se despedaçou. Romário e Mateus morreram na hora. Havia muitos pedaços do carro espalhados pelo acostamento e pela faixa de terra adjacente à rodovia. 
 
Segundo Faria, o motorista do Honda Civic que ficou muito danificado no acostamento fez uma ultrapassagem proibida, mas a velocidade do Gol e da Saveiro, que ele sugere estarem a mais de 140 quilômetros por hora, era incompatível com aquele trecho da rodovia.
 
Romário trabalhava como tratorista e era de Restinga, mas morava em São José, enquanto Mateus morava em uma chácara na zona rural do município. Ambos eram amigos e trabalhavam em fazendas.  Os corpos foram levados para o Instituto Médico Legal de São Joaquim da Barra e a ocorrência foi registrada em São José da Bela Vista. A Polícia Civil vai apurar responsabilidades.
 
Outros casos
Uma hora depois e nove quilômetros distante, no sentido São José da Bela Vista a Franca, quando a reportagem do Comércio da Franca retornava para a sede da empresa, outro acidente matou outra pessoa. 
 
Ainda atônito, o motorista de um caminhão bitrem, típico do transporte de usina de cana de açúcar, contou que fazia um retorno sobre a pista para seguir em direção a Pontal (SP) quando João Batista Marques, 64, que dirigia um Monza, com placas de Franca, bateu violentamente contra a segunda carreta do caminhão. Cláudio Roberto Luz afirmou que Marques vinha também em alta velocidade. A versão foi confirmada por vários motoristas, incluindo Glênio Miarelli, que, exaltado, disse que o Monza vinha cometendo infrações seguidas na rodovia desde vários quilômetros antes do local do acidente.
 
Para complicar, o caminhão de cana não possui faixas reflexivas na lateral o que, somado à velocidade em que o Monza estava, já de noite, pode ter contribuído para o acidente, segundo policiais rodoviários ouvidos pela reportagem.
 
Dentro do Monza de Marques, apetrechos sugerem que o motorista retornava de uma pescaria. Foi preciso o uso de dois macacos hidráulicos para tirar a parte de cima do carro e liberar o corpo, que foi trazido para o IML de Franca. Duas equipes do Corpo de Bombeiros e policiais rodoviários de Franca e Igarapava, que passou a ser atendida pela base de Orlândia, participaram dos atendimentos.
 
 

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