‘É triste lembrar da minha mãe morrendo na sala da casa dela’


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Paulo César, Natália e Eduardo lamentam a morte da mãe, Francisca Firmina da Silva, na foto segurada pela filha
Paulo César, Natália e Eduardo lamentam a morte da mãe, Francisca Firmina da Silva, na foto segurada pela filha
Olhar para o sofá onde a diarista Francisca Firmina da Silva, 47, morreu em março deste ano após uma crise de falta de ar é triste. Francisca morreu na sala de sua casa, meia hora depois de receber alta no Pronto-socorro “Álvaro Azzuz”. Seu marido e três filhos ainda moram no mesmo lugar. A filha mais velha, Natália da Silva, já é casada, mas afirma ter as mesmas lembranças que seus irmãos quando se depara, diariamente, com o sofá onde sua mãe deu o último respiro.
 
“É difícil a todo momento conviver com a ausência da minha mãe, mas quando chegamos em casa a situação piora ainda mais porque vem a cena em nossa cabeça. É muito triste lembrar da minha mãe morrendo na sala da casa dela, onde ela vivia feliz com sua família”, disse Natália.
 
O filho mais novo de Francisca tem apenas 10 anos. Segundo Natália, ele tem sentido muito a falta de sua mãe. Os irmãos, de 16 e 18 anos, e o marido de Francisca também não se acostumaram com a ausência dela. “Está difícil viver sem minha mãe. Não nos acostumamos ainda porque achamos que ela está aqui ainda. Por isso e vários outros motivos quero fazer tudo que estiver ao meu alcance e, se preciso for, ultrapassar os meus limites em busca de justiça”, disse Natália. 
 
A família processa a Prefeitura e pede indenização de R$ 250 mil por danos morais. Segundo o advogado do caso, Tiago Carrera, houve um erro “grosseiro” de diagnóstico. “A paciente chegou com sintomas claros de infarto (...), mas os profissionais disseram ser pneumonia. Quando os exames demonstraram que os pulmões estavam bem, mesmo com os sintomas agravados, Francisca foi liberada. Para piorar, receitaram um antialérgico que agravou a ocorrência de infarto”, disse ele em entrevista ao Comércio no fim do mês passado.

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