A morte do candidato à presidência Eduardo Campos (PSB) traz à tona — e vale também para empresas — um tema importante e essencial: como superar a perda inesperada de um líder?
Além do impacto emocional, que é gigantesco, existe uma questão preocupante para as organizações, que é a sucessão.
A comoção em torno da perda do líder, por mais dura que seja, passa, e chega o incontornável momento de responder perguntas chaves: ‘quem vai assumir? O líder desaparecido preparou sucessor?
As respostas são duras e objetivas: ‘não!’. Diante de todas as atribuições cotidianas, pensar no futuro não é prioridade, e este é um grave erro. Pensar na sucessão é importante em todas as circunstâncias, especialmente se a causa — ou a empresa — tem planos de expansão. Não é o caso de se preparar somente para eventuais tragédias. A não formação de novos líderes ameaça a evolução das organizações.
Para ser reerguer após o baque da morte do líder ou de sua saída inesperada, é preciso se apegar no propósito da organização e se inspirar no legado que ele deixou. Se a missão está bem definida e está configurada uma visão que apaixone as pessoas, qualquer tragédia, mesmo traumática, pode ser superada.
No exemplo do ocorrido com o presidenciável Eduardo Campos, sua coligação partidária tem que levar seus principais propósitos adiante e agregar as pessoas a que acreditem na possibilidade das missões por ele propostas serem continuadas. Seu sucessor tem que se embrenhar no legado deixado e fazer com que circule, como sangue, nas veias de todo o time.
Não existe nenhum modo fácil de superar tragédias, mas, se a organização mantém o propósito de se apegar, as restantes pessoas farão com que valha a pena.
Alexandre Prates, Coach e especialista em liderança
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