Aumentam exportações francanas para a Ásia; houve crescimento de 37,5%


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Alexandra Casssoni mostra produtos da empresa francana
Alexandra Casssoni mostra produtos da empresa francana
Nos últimos meses, os produtos francanos têm despertado maior interesse do mercado Asiático, especialmente em países do Oriente Médio. Para se ter uma idéia, de janeiro a junho deste ano, o número de exportações para essas regiões cresceu, em média, 37,5% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Hoje, esses blocos econômicos já representam, juntos, 43% da fatia do mercado de exportações local, o que corresponde a mais de US$ 40 milhões em vendas. Os principais produtos exportados estão ligados ao calçado e, de acordo com o setor, a queda de negociações com os Estados Unidos, que neste ano teve baixa de 20%, propiciou a busca por novos mercados. 
 
“É um mercado (Ásia e Oriente Médio) bastante promissor. Há cerca de um ano, período quando começamos a trabalhar com esses países, vemos a demanda crescer. Do ano passado para esse, o aumento foi de cerca de 30%”, disse José Rosa Jacometi, diretor da Bordallo Calçados, que ainda afirma não enxergar na política pública incentivos que justifiquem as negociações com o oriente. “Infelizmente, falta incentivo ao setor calçadista no Brasil. E não digo em questões de empréstimo, mas de divulgação do nosso trabalho por parte do governo. Os negócios que conseguimos fazer são através das feiras internacionais.”
 
Embora o volume de vendas de sapato para o exterior tenha crescido 6,43% este semestre, de acordo com levantamento realizado pelo Sindifranca (Sindicato da Indústria de Calçados de Franca), a arrecadação seguiu o caminho oposto, apresentando uma queda de 2%. “No acumulado do ano, a queda do preço médio do calçado (francano) alcançou os -7,92% em relação ao mesmo período do ano passado, cujo o valor médio era de US$ 29,32 e hoje é de US$ 27”, explicou o presidente do Sindifranca, José Carlos Brigagão do Couto.
 
Ainda de acordo com ele, a diversificação de mercado advinda do bloqueio encontrado no mercado americano, se dá em virtude da disputa comercial estabelecida pela própria Ásia. “Não somente lá, mas no mundo inteiro isso tem ocorrido. Temos condições de concorrer com qualquer produto internacional, desde que o governo nos dê as condições necessárias para isso. Nossos problemas não são os asiáticos, o erro está aqui. Precisamos de uma política mais clara de exportação e mandar para fora produtos com valor agregado maior e não só a matéria prima, como vem acontecendo”. O empresário refere-se ao couro, produto cuja exportação cresceu mais de 50%. 
 
Quanto a realização de feiras internacionais, o presidente do Sindifranca reconhece o bom resultado, mas critica a centralização de oportunidades com relação aos eventos fora do país. “A Abicalçados (Associação Brasileira das Indústrias de Calçados), através da Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), dá incentivos para a ida a feiras internacionais. Mas o governo precisa intensificar esse programa para que ele seja generalizado a todo o setor calçadista e não só aos associados da Abicalçados, que é uma minoria.” 
 
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