Construída para servir de divisa entre duas movimentadas vias, a mureta de proteção no cruzamento das avenidas Rio Amazonas e Seringueiras em Franca tem chamado atenção por outro motivo. Localizada em um trecho de declive, a mureta é alvo de colisões e vive danificada. Segundo levantamento da Secretaria de Serviços e Meio Ambiente, a estrutura é quebrada até três vezes ao ano.
Apenas nos últimos 60 dias, o local foi destruído e reconstruído em duas ocasiões, a última ocorreu nesta semana após um veículo danificar uma parte dela. Em junho, um veículo também não identificado, atigiu a mureta que separa as avenidas, cruzou a pista e ainda derrubou uma árvore. O acidente porém, não foi registrado na polícia.
De acordo com informações da secretaria, a mureta foi construída em 2009 e nesse período acabou indo ao chão 15 vezes. Em todas as ocasiões, equipes da pasta realizaram os reparos e as manutenções necessárias como aconteceu na quinta-feira, 14.
Como muitas colisões ocorrem durante a noite ou aos finais de semana, nem sempre os motoristas responsáveis pelos danos são identificados. No local não há câmera de monitoriamento. “Em alguns casos, quando o motorista é identificado se abre um processo para que a pessoa faça o pagamento. Quando isso não acontece a Prefeitura arca com o prejuízo”, disse o secretário Ismar Tavares, que informou já ter reconstruído de dois a cinco metros de mureta a cada queda. Toda a estrutura de concreto possui aproximadamente 40 metros e para sua reconstrução são gastos, em média, R$ 600.
Questionado sobre possíveis mudanças na proteção entre as avenidas, Tavares descartou qualquer alteração ou a realização de reforço na mureta. “Continuamos reconstruindo a mureta com blocos, não pensamos em reforçá-la porque ficamos preocupados em não causar danos maiores (aos carros dos motoristas)”, disse o secretário.
Para o secretário de Segurança e Cidadania, Sérgio Buranelli, o problema está na imprudência dos motoristas, pois todas as medidas de segurança que poderiam ser feitas no local foram realizadas. “Tudo o que determina o Código de Trânsito nós fizemos. A via está sinalizada corretamente e ainda informamos da existência da curva. No entanto, não são todos os motoristas que têm consciência e reduz (a velocidade). Muitos querem passar por ali acima de 60 quilômetros”, explicou.
Segundo o secretário, a construção de travessias elevadas ou instalação de redutores de velocidade não são permitidas no trecho. “A legislação não autoriza. O que deve ser feito no local é a fiscalização com radar por meio de convênio com a Polícia Militar”.
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