Me prende sem querer entre os dedos das mãos,
Vazios, entrelaçam meus cabelos
Capricho de um rapaz absorto, sonhador
Me rearranjo nas nuances deste olhar esperança
Desejo todo tom, força e intensidade
Mal consigo entender
Os romances andam em pressa pra acabar
Eu habito ainda teu verde de tudo sempre refazer
E no vão dos teus vais venho ate você
Não será ilusão? Ouço tua voz me chamar
É convulsão do ISSO que tudo é sem poder descrever
Sem nome fiel ou sequer alusão a tradução
Teu fogo lambe sonhos coloridos de amanhã
E as meninas rodam em suas danças
São janelas e mais janelas, tranças e andanças
Sabor amarelo comprido de bala de sol na boca de Sábado
Que invade meu riso e a vida é de algodão doce
Bem rosinha pairando leve, pipa no ar
No céu de luz que se estende infinita
Um verão etéreo no meu ventre e peito
Áspero como suspiro de bolo doce,
Bolo fofo de lobo bom e sua alcateia.
Débora Menegoti, leitora
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