Desafios do novo RH


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Quando comecei a trabalhar, havia sete níveis hierárquicos do presidente ao chão de fábrica na empresa que me contratou. Empresas maiores tinham mais de 10 escalões. O pessoal do RH me explicou a estrutura, os benefícios, o número de treinamentos por ano e, principalmente, a chance que eu teria de me aposentar ali. Era tudo certinho, organizado, previsível, confortável, mas, burocrático. Não funcionou comigo. 
 
Hoje, a maioria das empresas tem três níveis, pessoas têm mais opções de carreira, a rotatividade aumentou, o vínculo entre pessoas diminuiu. O pessoal de RH é mais pressionado para encontrar “gente boa, motivada, fiel e ganhando o mínimo possível’. A conta não fecha. 
 
Para enfrentar, sugiro estratégias. A primeira, analisar reais demandas da empresa. Em empresas com até 500 funcionários, a cultura tem relação direta com a personalidade e valores do presidente. O gestor de RH precisa entender como o diretor ‘funciona’. Assim, ganhará tempo e concentrará esforços. 
 
A segunda é propor metas para Recursos Humanos, reduzir a rotatividade, acertar nas contratações, melhorar o clima. A distância entre o ideal e o mínimo constituirá a margem de negociação. Quanto mais ampla, maior flexibilidade o gestor terá. Você terá que se adaptar às demandas da empresa, mas precisará ser sincero quando as expectativas forem irrealistas. Para adquirir credibilidade e respeito você precisará atingir as metas combinadas. 
 
Terceiro, você deverá analisar as necessidades dos outros gestores. Se quer o apoio de outros departamentos, precisará analisar necessidades, motivações e expectativas de quem os comanda. Muitos ‘esquecem’ de alinhar as expectativas do presidente com os demais membros da equipe. A função de ‘meio campo’ é do RH. Se você une os departamento nos bons e maus momentos, bate metas e é assertivo, certamente obterá autoridade para fazer gestão que realmente faça diferença.
 
Eduardo Ferraz
Consultor em gestão de pessoas 

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